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Friday, January 30, 2026
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Logística Alternativa Ganha Escala Para Assegurar Abastecimento Com a N1 Condicionada

Transporte ferroviário, marítimo e rotas a partir da Beira estão a ser activados para garantir circulação de pessoas, combustíveis e bens essenciais entre o sul e o centro do país.

Perante os cortes registados na Estrada Nacional Número Um (N1), o Governo e os operadores logísticos estão a acelerar soluções alternativas para assegurar a circulação de pessoas e o abastecimento de bens essenciais. A combinação de transporte ferroviário, marítimo, fluvial e rodoviário tem permitido mitigar os impactos imediatos das cheias, garantindo a continuidade mínima da actividade económica entre o sul e o centro do país.

Com a ligação rodoviária severamente condicionada em vários troços, a resposta operacional passou pela activação de vias alternativas, incluindo o transporte marítimo a partir de Maputo para zonas de conexão na província de Gaza, de onde pessoas e mercadorias seguem por estrada sempre que as condições o permitem. Em paralelo, o transporte ferroviário operado pelos Caminhos de Ferro de Moçambique passou a desempenhar um papel relevante na mobilidade de passageiros e no escoamento de carga.

À medida que o nível das águas começa a baixar, a Administração Nacional de Estradas mantém intervenções de emergência nos pontos críticos da N1, priorizando os troços onde já existem condições técnicas para reposição gradual da transitabilidade. O objectivo é restabelecer, de forma faseada, a circulação rodoviária entre o sul, o centro e o norte do país, assegurando a mobilidade de pessoas e bens.

No plano energético, uma das medidas mais relevantes foi a reposição dos “stocks” de combustíveis na província de Inhambane através do porto da Beira. A solução permitiu normalizar o abastecimento em quase todos os distritos, evitando uma ruptura prolongada que teria impacto directo sobre o transporte, a actividade comercial e os serviços essenciais.

Embora estas soluções de contingência estejam a revelar capacidade de resposta e coordenação institucional, o seu custo logístico é elevado. O recurso a rotas mais longas e a múltiplos modos de transporte encarece a distribuição, pressiona margens empresariais e pode reflectir-se nos preços finais.

Ainda assim, a resposta em curso demonstra a importância de uma abordagem integrada à logística nacional, em que portos, caminhos-de-ferro e transporte marítimo assumem um papel complementar em situações de emergência. Num contexto de maior frequência de eventos climáticos extremos, a capacidade de activar rapidamente estas alternativas torna-se um factor crítico para a resiliência económica do país.

Fonte: O Económico

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