Resumo
O Clube Desportos da Maxaquene precisa de 2 milhões de dólares americanos para participar no Moçambola 2026 e melhorar as suas infraestruturas, incluindo o campo de futebol e o pavilhão. Após uma Assembleia Geral, onde se destacou o regresso ao Moçambola, os sócios aprovaram por unanimidade o plano de atividades para 2026. O presidente do clube, Salomão Tembe, afirmou que a assembleia foi produtiva e que estão focados em participar no Moçambola 2026 com o objetivo de vencer. O presidente Abrão Muianga salientou a necessidade de investimento nas infraestruturas e no trabalho dos atletas, estimando que os 2 milhões de dólares necessários serão alcançados através do plano de atividades delineado. O clube ainda não tem campo aprovado para jogos da primeira divisão, podendo disputar parte do Moçambola 2026 num campo emprestado.
Por Rosário Rafael e Artur Manhique
Depois dos últimos feitos alcançado nas diversas modalidades, com principal destaque para o regresso ao Moçambola, após seis anos de ausência, o Clube de Desportos da Maxaquene realizou, na manhã deste sábado, 07 de Janeiro, uma Assembleia Geral com o objectivo de planificar a época do retorno da colectividade a alta roda do futebol moçambicano, bem como analisar o relatório de actividades referentes a 2025.
A Magna reunião teve a participação de cerca de duas dezenas de sócios tricolores que analisaram de forma positiva o desempenho da colectividade na época transacta, daí a aprovação por unanimidade de toda documentação submetida à plenária.
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“O bom de tudo é que tudo foi aprovado em unanimidade, os sócios ficaram convencidos no que foi feito em 2025, foi o que foi programado e assim como isso serviu de alicerce para que se avançasse para o 2026 com os pés bem assentes. Foi uma assembleia bastante produtiva e foi discutido aqui o plano de orçamento para o ano 2026, para além dos pontos antecedentes que foram a apresentação dos relatórios do ano passado e foi bastante produtivo e queremos participar no Moçambola de 2026 com muita convicção e sempre, sempre, sempre com vista para ganhar”, disse Salomão Tembe, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Maxaquene.
Durante a Assembleia Geral, foram igualmente apresentados os valores globais necessários para a campanha do Moçambola 2026, bem como para a melhoria das principais infraestruturas do clube, o campo de futebol e o pavilhão, num valor estimado em cerca de 2 milhões de dólares americanos, perto de 130 milhões de Meticais.
“Para além daquilo que é a componente de despesas operacionais, temos a componente de investimento, precisamos de melhorar aquilo que são as nossas infraestruturas, precisamos de melhorar aquilo que é a qualidade de serviço e trabalho dos atletas, incluímos para além do orçamento de custos operacionais, incluímos o orçamento de investimento. Nós estamos a falar mais ou menos de 2 milhões de dólares que precisamos para 2026 e acreditamos que dentro daquilo que é o plano de atividades, das iniciativas que nós desenhamos, é possível conseguir esse valor”, disse convicto Abrão Muianga, presidente do clube “tricolor”.
Os “tricolores” ainda não têm o seu campo aprovado para a realização de jogos da primeira divisão do futebol nacional, pelo que deverão disputar, pelo menos, metade do o Moçambola 2026 em casa emprestada ainda por definir.
“Nessa primeira fase nós estamos a negociar com duas entidades, dois parceiros, para disputarmos pelo menos a 1ª volta nesses campos. Logo que for firmado o acordo, os sócios serão informados onde o Maxaquene vai realizar os seus jogos do Moçambola. No nosso campo, para além da melhoria da relva, temos a limitação em termos de tribuna e balneário, mas conforme dizia inicialmente o orçamento que nós fizemos contempla essas melhorias e aguardamos que os parceiros a quem nós contactamos possam responder favoravelmente para que possamos avançar”, disse Muianga.
MODALIDADES DE SALÃO TAMBÉM EM ALTA
Por sua vez, Delfim de Deus, Vice-Presidente para as modalidades de salão, destacou o impacto positivo das modalidades de basquetebol e andebol na época passada e sublinhou a necessidade do apoio contínuo dos sócios.
“Não vou ao detalhe em termos de orçamento para as modalidades de salão, mas posso simplesmente dizer que está deficitário, como no geral do clube, e nesta sessão da Assembleia Geral, o presidente do clube voltou a chamar a atenção sobre a necessidade daquilo que nós precisamos. Apresentou aquilo que o clube precisa nas várias modalidades, mas estamos com valores abaixo e apelou aos sócios, a outros parceiros e amantes e simpatizantes do Clube Desportos da Maxaquene para que possam também dar mais do seu apoio para que possamos alcançar as metas que nós pretendemos atingir”, disse Delfim de Deus.
A coletividade “tricolor” já prepara a época 2026, com ênfase para a participação no Moçambola, sendo que os trabalhos de pré-época já decorrem no seu reduto às ordens de Mauro Jamal, treinador recentemente contratado. (LANCEMZ)
Fonte: Lance






