Resumo
Wall Street, Europa e Ásia registaram ganhos moderados entre 05 e 06 de Janeiro, num contexto de risco geopolítico e expectativa em relação à política monetária dos EUA. Wall Street fechou em terreno positivo a 05 de Janeiro, impulsionada por energia e banca. O STOXX 600 atingiu máximos históricos na Europa, ultrapassando os 600 pontos. Os mercados asiáticos continuaram em alta a 06 de Janeiro, estabelecendo novos recordes regionais. A curto prazo, os mercados estão focados em dados macroeconómicos dos EUA e no risco geopolítico. A tensão na Venezuela impulsionou o setor energético, enquanto a rotação para setores cíclicos e financeiros foi evidente nos principais índices globais. Em Wall Street, os índices encerraram em alta a 05 de Janeiro, com destaque para energia e banca. O Dow Jones subiu 1,2%, o S&P 500 cerca de 0,6% e o Nasdaq Composite aproximadamente 0,7%. O STOXX Europe 600 ultrapassou os 600 pontos, atingindo máximos históricos.
– Wall Street encerrou 05 de Janeiro em terreno positivo, liderada por energia e banca;
– Europa levou o STOXX 600 a máximos históricos, ultrapassando a barreira simbólica dos 600 pontos;
– Mercados asiáticos prolongaram o rally a 06 de Janeiro, com novos recordes regionais;
– Curto prazo dominado por dados macroeconómicos dos EUA e evolução do risco geopolítico.
Os mercados financeiros internacionais iniciaram 2026 com um registo de ganhos moderados, mas generalizados, entre 05 e 06 de Janeiro, reflectindo um equilíbrio delicado entre a recuperação do apetite pelo risco e a persistência de factores de incerteza. A tensão geopolítica associada à Venezuela impulsionou o sector energético, enquanto a rotação para sectores cíclicos e financeiros marcou o comportamento dos principais índices globais.
Wall Street reage com ganhos e rotação sectorial
Na sessão de 05 de Janeiro, os principais índices norte-americanos encerraram em alta. O Dow Jones Industrial Average avançou cerca de 1,2%, beneficiando sobretudo da valorização das acções ligadas à energia e à banca. O S&P 500 registou um ganho em torno de 0,6%, enquanto o Nasdaq Composite subiu aproximadamente 0,7%, num movimento mais selectivo no sector tecnológico.
O principal determinante esteve na conjugação entre o aumento do prémio geopolítico no mercado energético e a percepção de que os sectores mais sensíveis ao ciclo económico poderão oferecer melhor protecção num cenário de crescimento moderado e juros ainda relativamente elevados.
Europa atinge máximos históricos
Na Europa, o tom foi igualmente positivo. O STOXX Europe 600 subiu cerca de 0,7% a 05 de Janeiro, ultrapassando pela primeira vez a fasquia dos 600 pontos, um marco simbólico que reflecte a resiliência dos mercados europeus apesar do crescimento económico frágil.
O desempenho foi sustentado por sectores industriais, energia e financeiro, numa leitura de que o mercado está a descontar um cenário de estabilização macroeconómica em 2026, ainda que sem expectativas de forte aceleração da actividade.
Ásia prolonga o movimento positivo
Na sessão de 06 de Janeiro, as bolsas asiáticas deram continuidade ao sentimento favorável. O Nikkei 225 e o índice mais amplo MSCI Asia-Pacific tocaram novos máximos, com ganhos em torno de 0,4%, acompanhando o fecho positivo de Wall Street e beneficiando de fluxos de capitais selectivos para a região.
O desempenho asiático foi marcado por maior heterogeneidade, mas com predominância de ganhos, num contexto em que o dólar se manteve relativamente estável e as matérias-primas não registaram movimentos bruscos adicionais.
Determinantes imediatos e leitura de curto prazo
O fio condutor dos mercados entre 05 e 06 de Janeiro foi a combinação entre risco geopolítico localizado e fundamentos financeiros ainda robustos. O impacto dos acontecimentos na Venezuela mostrou-se suficiente para impulsionar sectores específicos, mas insuficiente para gerar uma fuga generalizada para activos de refúgio.
No curto prazo, os investidores deverão concentrar-se em dois factores centrais: a divulgação de novos dados macroeconómicos nos Estados Unidos, em particular indicadores do mercado de trabalho e da actividade nos serviços, e a evolução do dossiê geopolítico ligado à energia. A forma como estes elementos influenciarão as expectativas sobre a trajectória dos juros será determinante para a sustentabilidade dos ganhos registados no arranque de 2026.
Para já, o sinal dominante nos mercados financeiros internacionais é de optimismo cauteloso, com valorização dos activos de risco, mas sem perda de disciplina na avaliação dos riscos macroeconómicos e políticos que continuam a moldar o enquadramento global.
Fonte: O Económico






