InícioNacionalSociedadeMISAU admite falta de medicamentos  e material médico-cirúrgico

MISAU admite falta de medicamentos  e material médico-cirúrgico

Resumo

O Ministério da Saúde nega o colapso do setor, mas reconhece falta de disciplina de alguns profissionais e escassez de medicamentos e material médico-cirúrgico, atribuindo a situação aos impactos das manifestações pós-eleitorais e à redução de financiamento. Pela primeira vez, convocou a imprensa para abordar o desempenho dos hospitais públicos recentemente, admitindo deficiências estruturais e apontando as causas para as falhas na provisão de medicamentos. O MISAU responsabiliza os profissionais de saúde pela indisciplina e refuta a ideia de colapso, assegurando que todos os hospitais operam com alguma normalidade, apesar das greves recorrentes de médicos e profissionais de saúde devido a atrasos no pagamento de horas extras e falta de materiais.

O Ministério da Saúde desmente o colapso do sector, mas admite indisciplina de alguns profissionais e falta de medicamentos e material médico-cirúrgico. A situação é provocada pelos impactos das manifestações pós-eleitorais e redução de financiamentos.

É a primeira vez que o Ministério da Saúde convoca a imprensa para falar do desempenho dos hospitais públicos nos últimos meses. O sector da saúde admite deficiências estruturais e aponta as causas.

“O Sistema Nacional de Saúde está a enfrentar algumas ineficiências, algumas faltas pontuais de medicamentos e de material médico-cirúrgico, em algumas unidades sanitárias, e não são todas. Por causa desta situação, gostaria de sublinhar que nós não podemos dissociar essas faltas aos acontecimentos de Dezembro de 2024, quer queiramos ou não, esses acontecimentos criaram alguma dificuldade naquilo que é o ciclo normal de provisão de medicamentos”, explicou Nelson Mucopo, representante do MISAU. 

Sobre as reclamações e queixas generalizadas dos cidadãos atinentes ao atendimento nas unidades sanitárias, o MISAU culpa os profissionais de saúde pelo o que chama de indisciplina.

“As unidades sanitárias estão a funcionar, os colegas estão a trabalhar, e isto põe em causa a narrativa de alguns órgãos de comunicação, que dizem que está em colapso. Portanto, todos os hospitais estão a funcionar com alguma normalidade”, vincou. 

O colapso no sector da saúde agravou-se pelas sucessivas greves de médicos e profissionais de saúde por falta de pagamento de horas extras, medicamentos e material médico cirúrgico. 

Fonte: O País

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