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Thursday, February 12, 2026
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Moçambique na rota da Transformação Digital: Debates e Directrizes para o Desenvolvimento

Resumo

A Conferência Nacional sobre Transformação Digital em Moçambique, realizada em fevereiro de 2026, deu início à elaboração da Estratégia Nacional de Transformação Digital. Especialistas e líderes discutiram a importância da literacia digital, infraestruturas sólidas e validação de tecnologias para o progresso do país. Destacou-se a necessidade de uma liderança estratégica e da adaptação contínua para maximizar os benefícios das novas tecnologias. O Ministro das Comunicações e Transformação Digital enfatizou a importância da inclusão de todos os moçambicanos no debate, o desenvolvimento de infraestruturas de comunicação abrangentes e a criação de um governo digital centrado no cidadão. Consultas regionais serão realizadas para garantir uma estratégia digital inclusiva e adaptada às diferentes regiões do país.

Moçambique na rota da Transformação Digital: Debates e Directrizes para o Desenvolvimento

A Conferência Nacional sobre Transformação Digital, realizada nos dias 11 e 12 de Fevereiro de 2026, representou o marco inicial do processo de elaboração da Estratégia Nacional de Transformação Digital de Moçambique. Uma sessão especial teve lugar hoje, 12 de Fevereiro de 2026, moderada por Esselina Macome, Directora Executiva do FSDMoç e contou com a participação de um painel de especialistas e líderes institucionais, que discutiram os desafios e as oportunidades relacionadas ao tema.

Maria Luísa Lopes, Presidente do CNAQES, sublinhou a relevância da literacia digital e de infraestruturas robustas como alicerces para o avanço da transformação digital no país. Ela enfatizou a importância de a liderança pensar estrategicamente, alertando que “não pode haver resistência à mudança” para que o processo seja bem-sucedido.

Eduardo Samu Gudo Jr., Director-Geral do INS, fez uma reflexão sobre os riscos associados ao uso das tecnologias, destacando a necessidade de garantir que as plataformas de inteligência artificial sejam validadas e certificadas de acordo com as especificidades da realidade moçambicana.

Por sua vez, Manuel António dos Santos, Presidente do CEDSIF, ressaltou como a digitalização pode melhorar o funcionamento interno da administração pública. Ele afirmou que a verdadeira transformação será atingida quando o cidadão não precisar se deslocar fisicamente para aceder os serviços públicos, um avanço que permitirá maior eficiência e acessibilidade.

Emílio Jorge, representante do CTA, considerou que a Transformação Digital é, sem dúvida, o pilar estratégico para o desenvolvimento de Moçambique. Para ele, o processo deve ser acompanhado de reciclagens contínuas, a fim de minimizar riscos e garantir que os cidadãos e as instituições possam tirar o máximo proveito das novas tecnologias.

No final da sessão o Ministro. Das comunicações e transformação Digital, Américo Muchanga orientou que o debate sobre a transformação digital seja ampliado para incluir as plataformas digitais, de forma a garantir que todos os moçambicanos possam contribuir para a discussão. Ele também sublinhou a necessidade de desenvolver infra-estruturas de comunicação que cheguem a todos os recantos do país, assegurando que a identidade digital seja um pilar para o desenvolvimento e melhoria dos serviços digitais.

O Ministro destacou a importância de criar um governo digital centrado no cidadão, promovendo a economia digital, a inovação, a inclusão, a confiança digital, a segurança cibernética e a ética. Além disso, enfatizou o papel crucial da governança, regulação e liderança neste processo.

Importa referir que a partir de Março de 2026, serão realizadas consultas regionais nas zonas norte, centro e sul de Moçambique, em coordenação com parceiros de cooperação. Estas consultas visam garantir a participação ampla da sociedade e contribuir para a elaboração de uma estratégia digital que reflita as necessidades e realidades de todas as regiões do país.

Fonte: INTC

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