Resumo
A política de tarifa zero da China para as exportações de Moçambique está a poupar ao país cerca de 20 milhões de dólares anualmente, de acordo com a embaixadora chinesa em Moçambique, Zheng Xuan. Esta medida, em vigor desde dezembro de 2024, tem impulsionado as exportações moçambicanas para o mercado chinês, aumentando a competitividade e estimulando o crescimento económico. Além de reduzir custos, a isenção de tarifas tem contribuído para o crescimento do PIB, criação de empregos, redução do défice comercial e atração de investimento estrangeiro. O 15º Plano Quinquenal da China reforça o compromisso do país com o desenvolvimento económico africano, colocando Moçambique como prioridade de cooperação e abrindo novas oportunidades de investimento e cooperação técnica. A parceria entre os dois países evolui para um modelo mais integrado e estratégico, com benefícios concretos para a economia moçambicana e perspetivas de crescimento sustentado.
Moçambique está a registar uma poupança anual estimada em 20 milhões de dólares norte-americanos graças à política de tarifa zero aplicada pela China às exportações do país.
A informação foi divulgada pela embaixadora chinesa em Moçambique, Zheng Xuan, durante uma entrevista à Agência de Informação de Moçambique (AIM). Segundo a diplomata, a medida, em vigor desde dezembro de 2024, constitui um marco nas relações económicas bilaterais e representa um estímulo importante ao crescimento económico nacional.
“Em 2025, a isenção de tarifas permitiu a Moçambique poupar cerca de 140 milhões de renminbis, aplicando o princípio de benefícios comuns e ganhos mútuos”, afirmou Zheng Xuan.
A diplomata explicou que a iniciativa integra uma política de longo prazo orientada para o desenvolvimento sustentável e partilhado entre a China e os países africanos. Com a tarifa zero, produtos moçambicanos entram no maior mercado consumidor do mundo sem encargos aduaneiros, aumentando a competitividade e impulsionando as exportações.
Segundo a embaixadora, os efeitos da medida vão além da simples redução de custos. “O acesso preferencial ao mercado chinês favorece não apenas a exportação de ‘commodities’, mas também de produtos industrializados, contribuindo para o crescimento do PIB, criação de empregos, redução do défice comercial, atração de investimento direto estrangeiro e transferência tecnológica”, detalhou.
Além disso, a eliminação de tarifas ajuda a aumentar o volume total das exportações e corrige desequilíbrios na balança comercial com a China, reforçando a presença de Moçambique no comércio internacional.
Zheng Xuan destacou ainda o 15º Plano Quinquenal da China, aprovado este ano, que reforça o compromisso do país com o desenvolvimento económico africano, colocando Moçambique entre as prioridades de cooperação. O plano prevê alinhamento estratégico com sectores como agricultura, comércio, infraestruturas e recursos minerais, abrindo novas oportunidades de investimento e reforçando a cooperação técnica.
“Vamos intensificar a colaboração bilateral, reconhecendo o potencial de Moçambique”, acrescentou a diplomata, sublinhando que a parceria evolui para um modelo mais integrado e estratégico, com benefícios concretos para a economia nacional e perspectivas de crescimento sustentado.
Dados do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) indicam que países africanos beneficiando de tarifas zero tendem a aumentar as suas exportações entre 10% e 30% nos primeiros anos de implementação, reforçando a relevância da política para Moçambique.






