Resumo
O Governo de Moçambique planeia introduzir gradualmente a Inteligência Artificial no ensino técnico-profissional, adaptando-a à realidade nacional. O Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuácua, destacou a importância de atualizar os currículos existentes com competências em programação, automação, análise de dados e manutenção de sistemas digitais, visando formar profissionais capazes de aplicar soluções digitais de forma crítica e responsável. O seminário em Maputo, em parceria com entidades locais e académicos portugueses, realçou a necessidade de adaptar a transformação digital à cultura e infraestruturas locais, preparando o país para acompanhar a evolução tecnológica global e liderar inovações em África. O foco futuro inclui reforçar a literacia digital avançada e competências como pensamento crítico, resolução de problemas e ética digital.
O Governo de Moçambique anunciou planos para introduzir a Inteligência Artificial (IA) no ensino técnico-profissional de forma gradual e estruturada, adaptada à realidade nacional. A intenção foi destacada pelo Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuácua, durante o Seminário de Inteligência Artificial e Transformação Educativa, em Maputo.
Macuácua sublinhou que a medida não consiste apenas em criar novas disciplinas, mas em atualizar os currículos existentes, incorporando competências em programação, automação, análise de dados e manutenção de sistemas digitais. O objetivo é preparar os jovens para serem mais do que simples utilizadores de tecnologia, formando profissionais capazes de aplicar soluções digitais de forma crítica e responsável.
O seminário, organizado em parceria com a Triónica Moçambique, o Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação e a Universidade Pedagógica de Maputo, contou ainda com académicos portugueses que alertaram para a necessidade de adaptar a transformação digital à cultura e às condições locais, considerando infraestruturas e desigualdades sociais.
Para os próximos anos, o Governo pretende reforçar a literacia digital avançada e competências transversais, como pensamento crítico, resolução de problemas e ética digital, preparando o país para acompanhar a transformação global e, potencialmente, liderar inovações tecnológicas no contexto africano.






