Resumo
Moçambique registou cerca de 1.200 novos casos de cólera e 23 mortes associadas à doença no último mês, elevando o total acumulado para 1.721 casos. A província de Nampula é uma das mais afetadas, com 639 infeções confirmadas e 11 mortes, enquanto Tete tem 793 casos e 13 óbitos, sendo a mais atingida. Cabo Delgado também enfrenta a doença, com 26 mortes desde o início do surto há quatro meses. A taxa de letalidade subiu para 1,5%, com 12 novos casos e uma morte nas últimas 24 horas. No surto anterior, Moçambique teve 4.420 casos e 64 mortes, principalmente em Nampula. Em 2025, 169 pessoas morreram de cólera no país, com cerca de 40 mil casos. O governo moçambicano pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030.
Moçambique registou perto de 1.200 novos casos de cólera no último mês, bem como 23 mortes associadas à doença, no âmbito do actual surto, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, que alertam para o agravamento da taxa de letalidade.
De acordo com o mais recente boletim diário da Direção Nacional de Saúde Pública, que reúne informações recolhidas entre 03 de setembro e 04 de janeiro, o país contabiliza um total acumulado de 1.721 casos de cólera. No balanço anterior, referente ao período até 29 de novembro, tinham sido reportados 559 casos e três óbitos.
Assim sendo, a província de Nampula surge como uma das mais afectadas, com 639 infeções confirmadas e um acumulado de 11 mortes. Por sua vez, a província de Tete regista 793 casos e 13 óbitos, concentrando o maior número de infeções no actual surto.
No entanto, o impacto da doença estende-se também à província de Cabo Delgado, onde foram confirmadas mais duas mortes, elevando para 26 o total de óbitos registados em quatro meses desde o início do surto em curso.
Entretanto, nas 24 horas que antecederam o fecho do boletim, foram notificados 12 novos casos e mais uma morte, o que fez subir a taxa de letalidade para 1,5%, refere o documento oficial.
Desta feita, os números continuam abaixo dos registados no surto anterior. Entre 17 de outubro de 2024 e 20 de julho de 2025, segundo dados da Direção Nacional de Saúde Pública, o país somou 4.420 casos de cólera, dos quais 3.590 ocorreram na província de Nampula, resultando num total de 64 mortes.
Ainda assim, o impacto global da doença permanece elevado. Pelo menos 169 pessoas morreram em Moçambique em 2025 devido à cólera, num universo de cerca de 40 mil casos, revelou o ministro da Saúde a 10 de dezembro último, ocasião em que apelou às comunidades para o cumprimento rigoroso das medidas de higiene individual e colectiva.
Paralelamente, o Governo moçambicano reiterou o compromisso de eliminar a cólera “como um problema de saúde pública” até 2030, conforme estabelece o plano aprovado em Conselho de Ministros a 16 de setembro, avaliado em cerca de 31 mil milhões de meticais, o equivalente a 418,5 milhões de euros.






