Resumo
A Liga Moçambicana de Futebol confirmou o arranque do Moçambola 2026 para 28 de março ou 4 de abril, com um formato de todos-contra-todos combinado para reduzir custos. O presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, revelou que esta alteração permitirá poupar cerca de 73 milhões de meticais, reduzindo o número de passagens aéreas necessárias de 4.000 para cerca de 2.300. Após incertezas devido ao cancelamento do Moçambola 2025, a LMF garante que a competição terá apoio financeiro dos patrocinadores, com cerca de 1,4 milhões de dólares já assegurados, incluindo um acordo com a Cervejas de Moçambique e direitos de transmissão pagos pela StarTimes. Simango Jr. afirmou que a liga está preparada para um campeonato tranquilo e sem imprevistos.
A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) assegurou que já existem condições para o arranque do Moçambola 2026, a 28 de Março ou a 4 de Abril próximos. A prova vai decorrer no modelo clássico de todos-contra-todos, porém com combinação de jornadas, o que permitirá uma poupança significativa nos custos da competição, na ordem dos 73 milhões de meticais, segundo revelou o presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, visto que o número de passagens a contratar deverá reduzir de cerca de 4.000 para perto de 2.300 bilhetes a adquirir junto das Linhas Aéreas de Moçambique.
Por Rosário Rafael
Na conferência de imprensa realizada cerca de dois meses depois de a LMF ter anunciado o fim do Moçambola 2025 antes da conclusão dos jogos programados, Alberto Simango Júnior sublinhou que “a Liga Moçambicana de Futebol está viva, recomenda-se e estamos aqui para dar o melhor de nós”.
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Depois de momentos de incerteza, a LMF assegura que está tudo bem encaminhado para o arranque da prova a 28 de Março ou 4 de Abril, reiterando que o Moçambola 2026 será disputado no modelo clássico, ainda que com combinação de jornadas, o que permitirá reduzir custos face ao orçamento da edição passada.
“Que o Moçambola 2026 será disputado no sistema clássico de todos-contra-todos, em duas voltas, mas com a particularidade da combinação de jornadas. Esta medida visa reduzir o custo operacional das viagens das equipas de uma cidade para outra. Com esta medida, a Liga espera reduzir dos actuais 4.000 bilhetes para cerca de 2.300 passagens aéreas, gerando um impacto positivo no custo operacional do Moçambola”, afirmou o presidente da LMF.
A combinação de jornadas permitirá reduzir as passagens a contratar junto das Linhas Aéreas de Moçambique para cerca de metade, passando de 4.000 para perto de 2.300 bilhetes. Simango explicou como funcionará esta solução.
“Esta medida visa reduzir o custo operacional das deslocações entre cidades. Materialmente, isto significa que, por exemplo, uma equipa de Lichinga que viaje para a Beira, Nampula, Maputo ou Pemba poderá realizar dois jogos numa única deslocação”, explicou.
Depois de a última edição do Moçambola não ter chegado ao fim, surgiram dúvidas quanto às garantias financeiras para que a prova decorra do princípio ao fim sem sobressaltos, mas Alberto Simango Jr. procurou esclarecer.
“A garantia que temos é a existência de parceiros, os nossos patrocinadores. Até aqui não temos qualquer anúncio de desistência. Portanto, somando os valores de patrocínio que esperamos arrecadar, temos algum conforto para dizer que sim, seguramente, e esperamos que outros se possam juntar à causa, de forma a termos um Moçambola tranquilo, sem sobressaltos.”
Materialmente, a LMF tem já assegurados cerca de 1,4 milhões de dólares norte-americanos, sendo um milhão proveniente do acordo de dois anos assinado com a Cervejas de Moçambique e os restantes 400 mil relativos aos direitos de transmissão pagos anualmente pela StarTimes, que detém um contrato de dez anos.
“Como sabem, os últimos tempos, no final do ano e em Janeiro, foram muito difíceis para nós. Tivemos de trabalhar em silêncio. Hoje aparecemos com soluções. Queremos trazer uma imagem renovada do nosso projecto e vamos conversar também com o operador televisivo, neste caso a StarTimes, assim como com outros parceiros, para tornar o campeonato mais cativante, visível e bem apresentado”, referiu o dirigente.
Simango reiterou que, na época passada, não houve qualquer desvio na aplicação dos valores alocados pela CDM, destacando que a empresa canalizou todo o montante para o pagamento das passagens aéreas, mantendo-se cativo um valor para activaçōes da marca que ocorrerão este ano.
“O valor cativo não é o das activaçōes. As activaçōes são actividades promocionais que a empresa decide realizar, podendo, por exemplo, contratar um jornal ou uma televisão para promover a marca. Não interferimos nessa matéria. Estou apenas a esclarecer, porque fala-se de um milhão e depois surgem outros números, criando a ideia de que a Liga ficou com muito dinheiro, o que não corresponde à verdade”, declarou.
Na época passada ficaram valores por pagar aos árbitros de futebol, estimados em cerca de seis milhões de meticais. Sobre a dívida aos homens do apito, Simango reconheceu o atraso e esclareceu que a Liga está a trabalhar para resolver a situação.
“Não estamos tranquilos em relação aos subsídios aos árbitros. No ano passado pagámos toda a primeira volta e parte da segunda, que, como sabem, não terminou. Reconhecemos que existe algum atraso, mas também temos valores a receber de alguns parceiros. Portanto, é uma situação que consideramos controlável.”
Na próxima semana, a LMF e a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) deverão rubricar o acordo de cedência de direitos para a organização do Moçambola, em cumprimento do previsto na Lei do Desporto e nos regulamentos federativos, seguindo-se a realização da Assembleia Geral na qual será efectuado o sorteio do Campeonato Nacional de Futebol de 2026. (LANCEMZ)
Fonte: Lance





