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MOZAL: Governo não foi comunicado sobre cessação de contratos

Resumo

O Governo de Moçambique ainda não foi informado pela Mozal sobre a rescisão dos contratos dos seus trabalhadores, mas está a acompanhar a situação de perto para evitar o encerramento da empresa. Autoridades estão a procurar soluções para proteger os empregos dos mil colaboradores da Mozal e dos quatro mil ligados às subsidiárias, devido aos possíveis impactos negativos. A multinacional contribui com quatro por cento do Produto Interno Bruto do país, e o secretário-geral da OTM-CS alerta para prejuízos significativos se o conflito não for resolvido adequadamente, expondo a fragilidade do modelo económico moçambicano.

O Governo ainda não recebeu uma comunicação da Mozal sobre a cessação de contratos dos seus colaboradores.

Ainda assim, as autoridades garantem que estão a monitorar a evolução da situação e continuam a envidar esforços para evitar o encerramento da empresa.

A informação foi avançada recentemente, em Maputo, por Baltazar Domingos, porta-voz do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, quando reagia em torno da ameaça do encerramento da Mozal, cujas operações remontam desde 2000.

De acordo com Baltazar Domingos, as autoridades não desarmaram; estão em busca de soluções para proteger o emprego dos mil colaboradores ligados directamente a empresa e quatro mil associados às subsidiárias.

“Há um exercício para que a Mozal não encerre, devido aos prejuízos que poderão surgir deste acto para a própria empresa, os mais de mil trabalhadores e as suas famílias, o próprio Estado, bem como para as outras firmas que prestam serviços”, garantiu.

Por sua vez, o secretário-geral da Organização dos Trabalhadores de Moçambique Central-Sindical (OTM-CS), Damião Simango, entende que se não forem alcançados consensos entre o Governo e a Mozal, o país vai sofrer prejuízos semelhante a de um terramoto de grande magnitude, visto que a multinacional contribui para o Produto Interno Bruto com receitas correspondentes a quatro por cento, sendo uma das maiores indústrias no país.

Alerta que se o conflito for mal gerido, pode expor a fragilidade estrutural do modelo económico do país, caracterizado pela dependência de megaprojectos, com escassa integração nacional, ausência de cadeia de valor doméstico e política industrial.

 

Fonte: Jornal Noticias

 

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