Relatos sobre o país enfatizam ações recentes no estado de Jonglei que causaram várias mortes, ferimentos e o deslocamento de 180 mil civis. Agências de notícias informaram que acontecem operações para conter avanço de forças rebeldes em direção a capital, Juba.
Amplas operações militares
Guterres disse que está alarmado com a retórica inflamatória direcionada a comunidades específicas e com o anúncio de amplas operações militares que prejudicarão ainda mais aos civis, que já se encontram em situação vulnerável.

No comunicado emitido pelo seu porta-voz, em Nova Iorque, o líder da ONU também expressa profunda inquietação com o impacto da escalada da violência na situação humanitária sul-sudanesa, que já é precária.
As Nações Unidas informaram que o Governo do Sudão do Sul informou que, em todo o país, as primeiras semanas de 2026 tiveram 250 mil civis deslocados devido ao conflito em curso.
Entrega segura de auxílio humanitário
O secretário-geral solicitou a todas as partes envolvidas que atuem para a proteção das populações e assegurem o acesso para uma entrega segura de auxílio humanitário, segurança dos boinas-azuis da ONU, do pessoal humanitário e de seus bens.

Dirigindo-se ao governo e às forças da oposição, ele pediu medidas imediatas e decisivas para interromper todas as operações militares e reduzir a tensão por meio de um diálogo inclusivo.
Para o chefe da ONU, o país africano precisa de uma solução política e não militar. Ele quer que as partes cheguem urgentemente a um acordo sobre um roteiro consensual para o último ano de transição para facilitar eleições credíveis.
António Guterres elogiou os esforços regionais da União Africana e da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, Igad, na África Oriental e incentivou os países vizinhos a redobrarem o apoio ao diálogo inclusivo.
Fonte: ONU






