Por: Gentil Abel
A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou a disponibilização de cinco milhões de dólares, aproximadamente 319,5 milhões de meticais, do Fundo Central de Resposta a Emergências para apoiar as ações de assistência às populações afectadas pelas cheias em Moçambique.
De acordo com o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, a decisão foi tomada pelo responsável humanitário da organização, Tom Fletcher, e os fundos vão reforçar a resposta coordenada pelo Governo moçambicano nas zonas mais atingidas, com destaque para a província de Gaza e áreas das províncias de Maputo e Sofala.
Dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários indicam que cerca de 350 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devido às inundações. As operações em curso incluem ações de busca e salvamento com o uso de embarcações.
A ONU informou ainda que, em conjunto com o Governo de Moçambique, será apresentado um Plano de Resposta e Necessidades Humanitárias revisto para 2026, com o objectivo de integrar os impactos das cheias nas necessidades globais de assistência no país.
Segundo informações provisórias do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), pelo menos 13 pessoas morreram desde 7 de janeiro em consequência das cheias, que já afectaram 585.627 pessoas. Há ainda registo de dois feridos e quatro desaparecidos, enquanto centenas de famílias permanecem isoladas, sobretudo na região sul, à espera de resgate.
Por fim, desde o início da época chuvosa, em outubro, o número total de mortes subiu para 124, com mais de 723 mil pessoas afectadas em todo o território nacional. Na área metropolitana de Maputo, as estradas Nacional Número Um (EN1), para o norte, e Nacional Número Dois (EN2), para o sul, continuam cortadas devido à subida do nível das águas.






