Resumo
Os mercados internacionais de metais preciosos tiveram movimentos contrastantes, com o ouro a cair devido ao corte de 25 pontos-base na taxa de juro pela Reserva Federal dos EUA, levando a incertezas sobre futuras reduções. O ouro recuou 0,4%, a 4.210 dólares por onça, devido à falta de clareza do Fed. Por outro lado, a prata atingiu um novo máximo histórico, chegando perto de 62,88 dólares por onça, impulsionada pela procura industrial e especulativa, especialmente em setores como energias renováveis e eletrónica. Enquanto o ouro é influenciado pela política monetária e pelo dólar, a prata beneficia de fatores estruturais de oferta e procura, tendo tido um rali de mais de 100% este ano, destacando-se como um dos ativos de melhor desempenho em 2025.
Os mercados internacionais iniciaram esta quinta-feira, 11 de dezembro, com movimentos contrastantes no setor dos metais preciosos. O ouro abriu a sessão em queda, pressionado pela decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) de cortar a taxa de juro em 25 pontos-base. A medida, embora normalmente favorável ao metal, veio acompanhada por sinais de divisão interna entre os decisores, deixando investidores incertos quanto ao ritmo de flexibilização monetária nos próximos meses.
Segundo dados preliminares das bolsas norte-americanas, o ouro recuou cerca de 0,4% no início das negociações, negociando em torno de 4.210 dólares por onça. Analistas explicam que o mercado reagiu menos ao corte em si e mais à mensagem ambígua do Fed, que não definiu com clareza se novas reduções serão implementadas no curto prazo. A falta de orientação aumentou a cautela e reduziu o apetite pelo metal tradicionalmente procurado em períodos de incerteza.
Em sentido oposto, a prata voltou a surpreender e atingiu um novo máximo histórico, depois de ter quebrado sucessivos recordes ao longo das últimas semanas. O metal chegou a ser negociado próximo dos 62,88 dólares por onça, impulsionado por uma combinação de procura industrial crescente e interesse especulativo. A prata tem beneficiado de uma forte expansão de setores como energias renováveis, eletrónica e tecnologias de armazenamento, onde o metal desempenha um papel essencial.
Especialistas destacam que, enquanto o ouro responde sobretudo à política monetária e ao comportamento do dólar, a prata tem sido favorecida por fatores estruturais de oferta e procura. O rali deste ano já ultrapassa os 100%, fazendo da prata um dos ativos com melhor desempenho em 2025.
Com os mercados a aguardar novos indicadores económicos dos Estados Unidos, como dados de inflação e emprego, investidores permanecem atentos à evolução da política monetária. Para já, o dia fica marcado por uma divergência rara: o ouro sob pressão e a prata a renovar máximos, refletindo dinâmicas distintas dentro do mesmo segmento de metais preciosos.




