Resumo
O preço do ouro mantém-se acima dos 5.000 dólares por onça após atingir máximos históricos, com investidores a aguardar indicadores económicos nos EUA para avaliar a política monetária da Reserva Federal. O ouro corrigiu ligeiramente, descendo para 5.022,57 dólares por onça, após uma subida impulsionada pela fraqueza do dólar. A prata também evidenciou volatilidade, recuando para 81,08 dólares por onça. Outros metais preciosos como a platina e o paládio também registaram quedas. Com o mercado em compasso de espera, o ouro deverá manter-se próximo dos 5.000 dólares, aguardando sinais da economia dos EUA para definir a sua direção futura.
Os preços do ouro registaram uma descida moderada esta terça-feira, à medida que os investidores adoptaram uma postura mais cautelosa antes da divulgação de um conjunto de indicadores económicos nos Estados Unidos, considerados determinantes para a trajectória futura da política monetária da Reserva Federal. Apesar da correcção, o metal manteve-se acima do nível dos 5.000 dólares por onça, após ter atingido máximos históricos no final de Janeiro.
Ouro corrige após máximos históricos
O ouro à vista recuou 0,8%, para 5.022,57 dólares por onça, enquanto os futuros do ouro nos EUA para entrega em Abril caíram 0,7%, para 5.044,80 dólares. A descida sucede a uma valorização de cerca de 2% na sessão anterior, impulsionada pela fraqueza do dólar, que tocou mínimos de mais de uma semana.
No final de Janeiro, o ouro atingiu um máximo histórico de 5.594,82 dólares por onça, num movimento sustentado por expectativas de política monetária mais acomodatícia e pela procura por activos de refúgio.
Expectativas sobre a Reserva Federal moldam mercado
Segundo analistas, o comportamento recente do ouro reflecte um equilíbrio delicado entre fundamentos de médio prazo favoráveis e ajustamentos tácticos de curto prazo. “Existe um viés estrutural positivo para o ouro, mas a questão imediata é até que ponto as expectativas de política monetária da Fed irão pesar no curto prazo”, afirmou Ilya Spivak, responsável de macro global da Tastylive.
Os mercados aguardam esta semana dados sobre vendas a retalho, emprego (nonfarm payrolls) e inflação, que deverão ajudar a clarificar o calendário de eventuais cortes de juros. As actuais expectativas apontam para pelo menos dois cortes de 25 pontos base em 2026, com o primeiro potencialmente em Junho.
Prata evidencia volatilidade elevada
A prata à vista recuou 2,8%, para 81,08 dólares por onça, depois de ter subido quase 7% na sessão anterior. Tal como o ouro, a prata atingiu um máximo histórico em Janeiro, nos 121,64 dólares, reflectindo um ambiente de forte actividade especulativa.
Analistas observam que a prata apresenta uma volatilidade significativamente superior à do ouro, reagindo de forma mais acentuada a movimentos de curto prazo e à realização de lucros.
Outros metais sob pressão
O movimento correctivo estendeu-se a outros metais preciosos. O platina caiu 2,3%, para 2.075,18 dólares por onça, enquanto o paládio perdeu 1,3%, fixando-se em 1.718,37 dólares.
Mercado em compasso de espera
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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Com o dólar a manter-se relativamente fraco e os rendimentos das obrigações sob observação, os metais preciosos permanecem num intervalo de negociação estreito. Analistas indicam que, no curto prazo, o ouro deverá oscilar em torno do nível dos 5.000 dólares, funcionando este como suporte técnico, enquanto a direcção mais clara dependerá dos sinais vindos da economia norte-americana.
Fonte: O Económico






