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Ouro ultrapassa os 4.600 dólares com tensão geopolítica e crise institucional nos EUA

Escalada do confronto entre Trump e a Reserva Federal e agravamento da instabilidade no Médio Oriente intensificam a procura por activos de refúgio

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Os preços do ouro atingiram novos máximos históricos no início da semana, ultrapassando pela primeira vez a fasquia dos 4.600 dólares por onça, num contexto marcado pela intensificação das tensões geopolíticas e pelo agravamento do confronto institucional entre a Administração norte-americana e a Federal Reserve. O movimento reflecte uma forte procura por activos de refúgio, num ambiente de elevada incerteza política e financeira à escala global.

Confronto político nos EUA impulsiona aversão ao risco

A valorização do ouro surge na sequência das declarações do presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, que denunciou ameaças de uma eventual acusação criminal por parte da Administração liderada por Donald Trump. O episódio foi interpretado pelos investidores como um ataque directo à independência do banco central, levando a uma queda do dólar e dos futuros bolsistas norte-americanos.

A deterioração da confiança institucional nos Estados Unidos funcionou como catalisador imediato para a procura de activos considerados mais seguros, com o ouro a assumir um papel central.

Geopolítica reforça prémio de segurança

Para além do risco político interno nos EUA, os mercados reagiram igualmente à escalada da instabilidade no Irão, onde protestos generalizados e ameaças de retaliação envolvendo os Estados Unidos elevaram o grau de incerteza no Médio Oriente. A conjugação destes factores aumentou a percepção de risco sistémico, favorecendo metais preciosos e penalizando activos de maior risco.

Expectativas de política monetária sustentam o rally

O actual contexto é igualmente suportado pelas expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal ao longo do ano. Os investidores antecipam pelo menos duas reduções das taxas directoras, o que tende a beneficiar activos não remunerados, como o ouro, sobretudo em períodos de elevada incerteza.

Analistas sublinham ainda que a procura por parte de bancos centrais tem vindo a reforçar a tendência estrutural de valorização do ouro, num contexto de diversificação das reservas internacionais e redução da dependência do dólar.

Prata e platina acompanham movimento

O movimento de procura por metais preciosos estendeu-se à prata, que atingiu igualmente máximos históricos, e à platina, que registou ganhos expressivos. A dinâmica confirma uma reavaliação mais ampla do papel dos metais preciosos como instrumentos de preservação de valor num ambiente global cada vez mais volátil.

Máximos históricos do ouro sinalizam fuga global ao risco

O novo máximo histórico do ouro simboliza mais do que um movimento técnico de mercado. Reflecte uma crescente fragilidade do enquadramento político e institucional global, bem como a procura por segurança num mundo marcado por conflitos, polarização política e incerteza económica.

Para países emergentes e economias vulneráveis, este contexto tende a traduzir-se em maior volatilidade financeira e desafios acrescidos na gestão cambial e monetária.

Fonte: O Económico

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