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País Quer Banir Exportação De Madeira Não Processada Para Forçar Valor Acrescentado Interno

Resumo

Governo moçambicano prepara proposta para proibir exportação de madeira não processada, visando impulsionar industrialização do setor florestal. A medida pretende reter matéria-prima no país, promovendo o processamento local e gerando valor acrescentado. A intenção é integrar a madeira numa cadeia de valor nacional, fomentando a industrialização, inovação e fortalecendo a economia. O Governo considera o setor florestal como plataforma de crescimento económico, apostando na sustentabilidade, controlo eficiente e desenvolvimento de um Programa Nacional da Economia Florestal. A proibição da exportação poderá reduzir receitas imediatas, mas estimulará investimento em unidades industriais, criando empregos formais e ampliando a base tributária, desde que sejam garantidas condições estruturais adequadas.

Informação avançada pelo jornal Notícias indica que Governo prepara proposta para reter matéria-prima e impulsionar industrialização

O Governo moçambicano poderá avançar com a proibição da exportação de madeira não processada, numa medida que visa transformar estruturalmente o sector florestal. A informação foi avançada pelo jornal Notícias, na sua edição de quinta-feira, 19 de Fevereiro.

De acordo com a publicação, o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, indicou que está em preparação uma proposta que contempla a proibição da exportação deste recurso em bruto, bem como o eventual ajustamento das taxas aplicadas, de modo a tornar economicamente viável o processamento local.

Reter Matéria-Prima Para Gerar Valor

A intenção do Executivo é clara: inverter a lógica de exportação primária e integrar a madeira numa cadeia de valor nacional. A aposta passa por fomentar a industrialização, promover inovação e fortalecer a economia através do sector florestal.

A madeira, actualmente exportada em grande parte sob a forma de toros, poderá passar a ser transformada internamente em produtos com maior valor acrescentado, capazes de gerar mais receitas fiscais, emprego e dinamização económica.

Economia Florestal Como Plataforma De Crescimento

Segundo o Notícias, o Governo considera que o sector florestal pode assumir um papel estratégico na geração de receitas cambiais e fiscais significativas, desde que estruturado numa lógica de sustentabilidade e controlo eficiente.

A informatização dos sistemas de dados e rastreabilidade surge como instrumento fundamental para combater a exportação ilegal e melhorar a transparência do fluxo de produção.

O Executivo está igualmente a desenvolver um Programa Nacional da Economia Florestal, com enfoque na silvicultura comercial e no processamento secundário de produtos, reforçando a industrialização rural.

Implicações Económicas

Caso a proibição avance, o impacto será duplo: por um lado, poderá reduzir receitas imediatas de exportação; por outro, poderá estimular o investimento em unidades industriais, serrarias e fábricas de transformação, criando empregos formais e ampliando a base tributária.

O sucesso da medida dependerá, contudo, de condições estruturais como energia estável, financiamento acessível, infra-estruturas logísticas adequadas e previsibilidade regulatória.

Num contexto em que Moçambique procura acelerar a sua transformação económica e reduzir a dependência da exportação de matérias-primas, a eventual proibição poderá representar um passo decisivo na consolidação de uma estratégia industrial mais assertiva.

Fonte: O Económico

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