Resumo
O Índice de Perceção da Corrupção de 2025, da Transparency International, revela fragilidades na governação global, com Moçambique entre os países com agravamento da corrupção. A confiança nas instituições públicas permanece limitada, refletindo desafios persistentes no combate à corrupção. Cabo Verde destaca-se como o país lusófono melhor posicionado, enquanto a Guiné Equatorial surge na última posição. Em Moçambique, a perceção de corrupção é preocupante, apesar da expectativa de melhoria pelo Ministério Público. A corrupção compromete o desenvolvimento económico global, a eficácia das políticas públicas e a confiança dos cidadãos no Estado, sendo essencial reforçar mecanismos de controlo e promover uma gestão mais transparente dos recursos públicos para inverter esta tendência.
A perceção de corrupção continua a revelar fragilidades profundas na governação global, com tendência de agravamento em vários países, incluindo Moçambique. De acordo com o mais recente Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, divulgado pela Transparency International, a confiança nas instituições públicas permanece limitada, refletindo desafios persistentes no combate à corrupção.
O relatório, que avalia a forma como cidadãos e especialistas percecionam a integridade do sector estatal, mostra um cenário marcado por estagnação e, em alguns casos, retrocessos. Este contexto evidencia não apenas dificuldades institucionais, mas também limitações na implementação de reformas eficazes para promover transparência e responsabilização.
Entre os países lusófonos, Cabo Verde destaca-se como o melhor posicionado, consolidando uma imagem de estabilidade institucional e boa governação. Em contraste, Guiné Equatorial surge na última posição, refletindo desafios estruturais significativos no combate à corrupção.
No caso moçambicano, os dados apontam para uma perceção ainda preocupante, associada a níveis elevados de desconfiança nas instituições públicas. Ainda assim, o Ministério Público tem manifestado expectativa de melhoria, sustentada na entrada de novos quadros e no reforço da capacidade institucional para investigação e responsabilização.
A nível global, a persistência da corrupção continua a comprometer o desenvolvimento económico, a eficácia das políticas públicas e a confiança dos cidadãos no Estado. Neste contexto, especialistas sublinham a necessidade de reforçar mecanismos de controlo, garantir maior independência institucional e promover uma gestão mais transparente dos recursos públicos, como condições essenciais para inverter a tendência atual.






