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Petróleo Caminha Para Queda Semanal Com Extensão Das Conversações EUA-Irão E Expectativa De Aumento Da Produção Da OPEP+

Resumo

Os preços do petróleo, com o Brent a negociar acima dos US$71 por barril, recuperaram ligeiramente na sexta-feira, mas estão a caminho de uma queda semanal, com o mercado à espera da reunião da OPEP+ em 1 de março e dos desenvolvimentos nas negociações entre EUA e Irão. As conversações indiretas em Genebra reduziram a pressão imediata sobre a oferta, mas o risco militar permanece. A OPEP+ poderá considerar um aumento de produção em abril, enquanto o mercado mantém uma postura de "wait and see" devido ao equilíbrio entre risco geopolítico e potencial aumento de oferta. A evolução destes eventos será crucial para o futuro do mercado petrolífero.

Brent Mantém-se Acima Dos US$71, Mas Mercado Adopta Postura De Espera Antes Da Reunião De 1 De Março

Os preços do petróleo registaram uma recuperação moderada na sessão de sexta-feira, mas mantêm-se encaminhados para uma queda semanal, num mercado que oscila entre sinais diplomáticos vindos das conversações entre Estados Unidos e Irão e a expectativa de um possível aumento de produção por parte da OPEP+ .

O Brent negociava nos US$71,11 por barril, com uma valorização diária de 0,51%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subia 0,58%, para US$65,59 . Ainda assim, em termos acumulados na semana, o Brent caminha para uma queda de cerca de 1% e o WTI para uma descida próxima de 1,3%, revertendo parte dos ganhos registados anteriormente .

Diplomacia Reduz Pressão Imediata Sobre Oferta

As conversações indirectas entre Washington e Teerão, realizadas em Genebra, terminaram sem acordo formal, mas com sinais de progresso suficientes para aliviar, ainda que temporariamente, os receios de um conflito aberto no Médio Oriente . As partes acordaram retomar negociações técnicas na próxima semana, em Viena.

O mercado reagiu inicialmente com uma subida superior a um dólar por barril, perante relatos de impasse nas discussões — nomeadamente sobre a exigência norte-americana de enriquecimento zero de urânio por parte do Irão — mas os preços voltaram a moderar após declarações do mediador omani indicando avanços no diálogo .

Apesar da redução da tensão imediata, analistas sublinham que o risco militar permanece no horizonte. Parte significativa do prémio geopolítico actualmente embutido nas cotações — estimado entre US$8 e US$10 por barril — reflecte receios de interrupções no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da oferta global de crude .

OPEP+ Em Foco Antes Da Reunião De 1 De Março

Em paralelo, os investidores aguardam a reunião da OPEP+ marcada para 1 de Março, na qual o grupo poderá considerar um aumento de produção de 137.000 barris por dia para Abril, após ter suspendido incrementos no primeiro trimestre .

A eventual retoma do aumento de oferta surge num contexto de procura sazonalmente mais forte no Verão e de necessidade de alguns membros recuperarem quota de mercado.

Fontes citadas indicam ainda que a Arábia Saudita tem vindo a aumentar produção e exportações como parte de um plano de contingência face a um eventual agravamento da situação regional .

Mercado Em Modo “Wait And See”

O equilíbrio entre risco geopolítico e potencial aumento de oferta mantém o mercado em modo de prudência. O prolongamento das negociações reduz a probabilidade de disrupção imediata, mas a ausência de acordo definitivo impede uma correcção mais acentuada do prémio de risco.

Para economias importadoras líquidas de energia, incluindo Moçambique, a manutenção do Brent acima dos US$70 mantém pressão sobre a factura energética e sobre as contas externas, especialmente num contexto de volatilidade cambial e ajustamentos de preços internos.

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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">O desfecho da reunião da OPEP+ e a evolução das conversações nucleares serão determinantes para definir a trajectória do crude nas próximas semanas, num mercado que continua sensível tanto à diplomacia como à disciplina de produção.

Fonte: O Económico

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