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Petróleo Estabiliza Com Perspectiva de Acordo EUA–Rússia, Mas Encerra Semana Com Queda de 5%

Questões-Chave:

Brent e WTI terminam a semana com perdas de 4,4% e 5,1%, respectivamente;

Relatos de negociações entre EUA e Rússia para acordo sobre a Ucrânia geram expectativas de alívio nas sanções;

Trump ameaça impor tarifas à Índia e à China pela compra de petróleo russo;

Aumento da produção da OPEP+ e tarifas elevadas dos EUA adicionam pressão descendente;

Contagem de sondas petrolíferas nos EUA sobe para 411, sinalizando maior oferta futura

Os preços do petróleo estabilizaram esta sexta-feira, após uma semana marcada por acentuadas quedas, à medida que os mercados aguardam um possível encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, que poderá resultar num acordo para travar a guerra na Ucrânia. Apesar da ligeira recuperação no dia, o Brent e o WTI encerraram a semana com as maiores perdas desde Junho, pressionados por tarifas comerciais e aumento da oferta global.

O Brent encerrou a sessão com um ganho marginal de 0,2%, fixando-se nos 66,59 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) manteve-se inalterado nos 63,88 dólares. Ao longo da semana, as cotações recuaram 4,4% e 5,1%, respectivamente.

Segundo a Bloomberg, Washington e Moscovo estão a negociar um acordo que reconheceria o controlo russo sobre territórios ocupados na Ucrânia, com a assinatura prevista para uma cimeira a realizar-se já na próxima semana. A eventual resolução diplomática levanta expectativas de flexibilização das sanções contra a Rússia, mas surge num contexto de tensões comerciais agravadas.

Trump ameaçou aumentar as tarifas sobre a Índia caso esta continue a importar petróleo russo, e advertiu que a China, maior compradora do crude russo, poderá enfrentar medidas semelhantes. Analistas salientam que o risco associado às manchetes é elevado, dada a incerteza sobre quem participará no eventual encontro e em que condições.

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p dir="ltr">A pressão sobre os preços foi intensificada pela decisão da OPEP+ de aumentar a produção em 547 mil barris por dia a partir de Setembro, completando a reversão de cortes voluntários de 2,2 milhões de barris diários. Paralelamente, a contagem de sondas activas nos EUA subiu para 411, sinalizando um possível incremento da produção doméstica.

As tarifas de importação impostas pelos EUA a vários parceiros comerciais, em vigor desde quinta-feira, agravaram os receios sobre a procura global de crude. Embora Trump tenha anunciado a nomeação de Stephen Miran para o Conselho da Reserva Federal, o que poderá indiciar uma política monetária mais acomodatícia e favorável ao crescimento económico, o impacto positivo dessa expectativa ainda não foi suficiente para inverter a tendência descendente no mercado petrolífero.

Fonte: O Económico

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