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Primeira-dama compromete-se a promover redução do analfabetismo no país nos próximos cinco anos 

A taxa de analfabetismo em Moçambique está situada em 28,9% e afecta a maioria das mulheres nas zonas rurais. A primeira-dama compromete-se a promover a redução da situação até 2030, ou seja, nos próximos cinco anos. Gueta Chapo falava ontem, em Matutuine, durante as celebrações do Dia Internacional de Alfabetização.

A celebração do 8 de Setembro, Dia Internacional da Alfabetização, aconteceu na província de Maputo, e a cerimónia foi dirigida pela Primeira-dama, Gueta Chapo. 

Na sua intervenção, Gueta Chapo enalteceu o papel da alfabetização, na atribuição de competências para a vida, sobretudo para ler, escrever e fazer contas básicas, que poderão ajudar na produção, comércio e outros.  

“Está em curso a implementação do Currículo para o Ensino Primário de jovens e adultos,  que confere aos graduados competências equiparadas ao Ensino Primário da Educação Geral, e lhes permite a continuidade dos estudos no ensino secundário e técnico-profissional”, disse a Primeira-dama. 

Gueta Chapo disse ainda que, com a implementação deste Currículo e outros programas, pretende-se dar maior relevância e mobilizar os beneficiários para aderirem aos centros de alfabetização espalhados pelo país.

Para a esposa do Chefe de Estado, o compromisso de tirar os jovens e adultos do analfabetismo é colectivo. Nesse sentido e tendo em vista mudar o actual quadro, a Gueta Chapo entende que o envolvimento de todos é crucial para o sucesso dos vários projectos ligados à alfabetização.

O combate ao analfabetismo é uma tarefa de todos nós, e todos somos convidados a trabalharmos juntos. Continuamos a apelar aos pais encarregados de educação para não deixarem as nossas raparigas contraírem uniões prematuras”, alerta a Primeira-dama, que no seu entender as uniões prematuras constituem um dos maiores entraves para o acesso à educação da mulher no país.

META É BAIXAR A PERCENTAGEM DE ANALFABETISMO

A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, diz que a meta do Governo é tirar o país dos actuais 28,9% para números menores até 2030.

O desafio é nas mulheres. Estamos a contar nesta população toda que não está alfabetizada, a maior parte são as nossas irmãs. Estamos a falar de 49,4% que não é alfabetizada, contra 27,2% da população formada por homens. O subsídio dos nossos alfabetizadores já está pagamento”, assegura a titular para pasta de Educação e Cultura. 

A demora no pagamento dos subsídios aos formadores continua sendo uma das maiores preocupações para esta classe. O Governo reconhece o problema e promete soluções graduais. 

E também, à medida que o nosso orçamento vai sendo mais robusto, pode implicar melhorias. Quando falamos do incremento do subsídio do alfabetizador, nós temos que ter recursos para aumentar ainda mais. Nós, neste momento, estamos a 1.500 e já há cinco anos que estamos a pensar em incrementar para 2.500. É isso que nós gostaríamos”, garante.

O dia internacional da alfabetização é comemorado sob lema promovendo a alfabetização na era digital. 

VIDAS TRANSFORMADAS

De 32 anos de idade, Firda Alberto está orgulhosa dos seus filhos por saber ler e escrever, um passo que parece curto, porém gigante para quem sequer sabia escrever o seu nome. 

“Estudo para aprender outras coisas e ler, conseguir ler, conseguir contar”, disse Firda Alberto, alfabetizanda.

Antonieta Mbendzane, de 52 anos, diz que não estudou durante a sua infância por falta de condições. Teve que trabalhar para sustentar a família, mas hoje regressou à escola.  

Para ela, aprender a ler não só facilitou a sua vida, como ajudou a resolver problemas conjugais.

Para estas pessoas, a idade virou apenas números, pois há sonhos por detrás de cada sílaba conjugada. Firda, Antonieta e Pedro e tantos outros representam a história de vida de muitos moçambicanos, sobretudo nas zonas rurais, onde o índice de analfabetismo é mais alto. Para reverter o cenário, o Governo promove em todo país aulas de Alfabetização.

Fonte: O País

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