Resumo
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários alertou para a escalada da violência na província de Itúri, na República Democrática do Congo, que tem causado vítimas civis e dificultado o acesso humanitário. A insegurança na cidade de Bule e áreas circundantes tem impedido a assistência a dezenas de milhares de pessoas deslocadas, resultando em escassez de alimentos, cuidados de saúde e água potável. Pelo menos 25 civis foram mortos e mais de 40 ficaram feridos devido às duras condições de vida. As operações humanitárias foram suspensas devido à volatilidade da segurança. O Ocha apelou ao cumprimento do direito internacional humanitário para proteger civis e garantir a segurança dos trabalhadores humanitários, destacando a importância do acesso seguro e sem obstáculos para prestar assistência vital. A comunidade humanitária está pronta para intensificar a resposta assim que o acesso for assegurado.
A situação continua a causar vítimas civis e a comprometer o acesso humanitário.
Pessoas deslocadas isoladas da assistência
Um dos exemplos é a insegurança na cidade de Bule e nas áreas circundantes que tem impedido, há mais de um mês, a prestação de assistência vital a dezenas de milhares de pessoas.
Parceiros humanitários indicam que a insegurança cortou o acesso à ajuda a mais de 87 mil deslocados internos que vivem nessas regiões. As famílias enfrentam escassez crítica de alimentos, cuidados de saúde e água potável.
As autoridades locais relatam que os combates em Bule e zonas vizinhas prosseguem desde 5 de dezembro. Pelo menos 25 civis foram mortos, devido às duras condições de vida, à falta de cuidados médicos e à fome, e mais de 40 ficaram feridos ao longo do último mês.
Operações humanitárias suspensas
A situação de segurança volátil levou à suspensão das operações humanitárias nas áreas afetadas por mais de um mês.
Paralelamente, a interrupção prolongada da ajuda está a agravar a vulnerabilidade de populações que já foram forçadas a abandonar as suas casas várias vezes.
O Ocha recordou a todas as partes em conflito as suas obrigações ao abrigo do direito internacional humanitário, incluindo a proteção dos civis e a garantia da segurança dos trabalhadores e bens humanitários.
O Escritório sublinhou que o acesso humanitário seguro, previsível e sem entraves é essencial para prestar assistência vital e evitar um maior agravamento da situação.
A comunidade humanitária disse estar pronta para intensificar a resposta assim que o acesso seja garantido.
Fonte: ONU






