Resumo
Estados-membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra discutem a situação da guerra no Oriente Médio, enquanto em Nova Iorque o Conselho de Segurança aborda a crise a portas fechadas. Um Debate Urgente sobre os ataques à Escola Feminina Shajareh Tayyebeh, no Irã, foi realizado, considerando-o uma violação grave do Direito Internacional Humanitário. O alto comissário para os Direitos Humanos destacou a importância de evitar mortes de crianças em idade escolar, solicitando a divulgação das conclusões da investigação sobre o ataque à escola. O Unicef expressou preocupação com o deslocamento em massa no Líbano, onde 1 milhão de pessoas foram deslocadas devido ao conflito. A situação é descrita como caótica, com até 150 mil pessoas isoladas no sul do país. A OMS retomou o envio de ajuda humanitária de Dubai para a região, após interrupções causadas por ataques na região do Golfo.
O Debate Urgente sobre “Os ataques aéreos à Escola Feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, Irã, foi realizado a pedido do país como uma violação grave do Direito Internacional Humanitário e do Direito Internacional dos Direitos Humanos”.
Diferenças entre países
Na reunião, o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Turk, disse que apesar de quaisquer diferenças entre os países, todos podem concordar que elas “não serão resolvidas matando crianças em idade escolar”.
Turk solicitou às autoridades militares norte-americanas que publiquem, o mais breve possível, as conclusões de sua investigação sobre o ataque à escola no qual pelo menos 100 pessoas podem ter sido mortas.
Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, a velocidade e a dimensão do deslocamento de pessoas no Líbano devido ao conflito são “estarrecedoras”.
Nesta frente do conflito que envolve Israel, os Estados Unidos e o Irã, a agência diz haver 1 milhão de deslocados, ou 20% do total da população. Muitas pessoas foram desalojadas pela segunda, terceira ou até quarta vez.
Deslocamento em massa repentino
O Unicef caracteriza a situação como um “deslocamento em massa repentino e caótico” está “dilacerando famílias e esvaziando comunidades inteiras, com consequências que reverberarão muito depois de a violência diminuir”. Até 150 mil pessoas estão isoladas no sul do Líbano.
O conflito matou até 1,9 mil pessoas no Irã, segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Entre as vítimas, que incluem mulheres e crianças, ficaram feridas pelo menos 20 mil pessoas.
Numa sessão com jornalistas, a partir de Teerã para Genebra, a instituição revelou que cerca de 3% da população iraniana, estimada em 90 milhões de habitantes, foi deslocada devido aos ataques em 30 províncias.
Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que carregamentos de ajuda humanitária estão sendo retomados a partir de Dubai, Emirados Árabes Unidos, um dos principais centros de assistência da agência.
Grandes interrupções
A medida segue-se às interrupções em larga escala nos voos e em outras formas de envio de auxílio, que foram causadas por ataques iranianos em toda a região do Golfo.
Para o líder da Equipe de Operações de Emergência da OMS no Centro de Logística de Dubai, as duas primeiras semanas da crise resultaram em grandes atrasos.
Robert Blanchard contou que agora já começou a ser feito o despacho de suprimentos, tal como acontecia no passado, num ritmo que está entre metade ou 60% da capacidade”.
O funcionário humanitário acrescentou que mais voos fretados acelerarão a entrega de suprimentos, incluindo medicamentos vitais para a Faixa de Gaza.
Fonte: ONU






