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Ruanda garante apoio contra terrorismo mesmo sem financiamento

Resumo

Ruanda mantém o compromisso no combate ao terrorismo no norte do país, apesar das incertezas sobre o financiamento da União Europeia em Moçambique. Kigali aguarda a decisão de Moçambique sobre o futuro da missão e afirma não ter recebido comunicação oficial sobre o corte de apoio financeiro, salientando que o seu envolvimento não depende exclusivamente desse financiamento. O embaixador do Ruanda destaca os sacrifícios feitos na operação militar conjunta em Cabo Delgado e realça os progressos alcançados, como o retorno da população deslocada e a retoma da normalidade. Ruanda sublinha que a sua presença resulta de um convite do Governo moçambicano e defende que o futuro da missão deve ser decidido em coordenação entre os dois países.

O Ruanda garante que continua empenhado nas operações de combate ao terrorismo no norte do país, mesmo diante de incertezas sobre o financiamento da União Europeia e diz ainda  desconhecer o corte do apoio. Ruanda conta com a decisão de Moçambique sobre o futuro da sua missão no país.

A União Europeia anunciou recentemente mudanças no apoio financeiro às forças ruandesas destacadas em Moçambique, levantando dúvidas sobre a continuidade do suporte internacional. 

Ainda assim, Kigali assegura que não recebeu qualquer comunicação oficial sobre o fim do financiamento e mantém abertura para continuar a missão contra o terrorismo em Cabo Delgado, sublinhando que o apoio do seu país não iniciou com o financiamento europeu e pode ir além dele. 

“Oficialmente, ninguém nos disse que não há apoio financeiro, o apoio pode estar lá. O Ruanda estava apoiando Moçambique antes do apoio financeiro da União Europeia. Então, de 2021 até 2022, o Ruanda estava a apoiar as operações”, disse Donat Ndamage, embaixador do Ruanda.

O diplomata reconhece, no entanto, os desafios da operação militar e realizações conjuntas.  “Esperamos que as pessoas entendam que estamos fazendo muitos sacrifícios nessas operações. (…) Se tivermos algum problema, estamos prontos para ajudar. Mas não temos recursos ilimitados. (…) Nós perdemos pessoas, mas pelo menos a paz está lá. As pessoas voltaram de campos de IDP. As crianças voltaram para as escolas. Você pode ver que negócios começaram em Cabo Delgado”.

Ruanda reforça que a sua presença resulta de um convite do Governo moçambicano, num espírito de solidariedade entre nações, e considera que o futuro da missão deve ser decidido em coordenação entre os dois Estados.

Fonte: O País

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