Resumo
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ofereceu-se para mediar o conflito no Médio Oriente após as negociações entre os EUA e o Irão terminarem sem acordo. Putin conversou com o Presidente iraniano, reforçando a intenção de contribuir para uma solução pacífica na região. No entanto, a Rússia está envolvida no conflito com a Ucrânia e tem recebido apoio iraniano em equipamento militar. Os EUA confirmaram o fim das negociações devido à recusa do Irão em aceitar condições sobre armas nucleares. Os iranianos alegam que as conversações falharam devido a "exigências irracionais" dos EUA, com a delegação iraniana a tentar sem sucesso defender os interesses nacionais durante mais de 20 horas de negociações intensas.
Por: Gentil Abel
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou disponibilidade para ajudar a mediar o conflito no Médio Oriente, depois de as negociações entre os Estados Unidos e o Irão terminarem sem acordo. As conversações decorreram em Islamabad, no Paquistão, mas não produziram resultados concretos.
Assim sendo, Putin manteve, neste domingo, uma conversa telefónica com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na qual reforçou a intenção de contribuir para uma solução pacífica. Segundo o Kremlin, o líder russo mostrou-se disposto a apoiar iniciativas diplomáticas que levem a uma paz “justa e duradoura” na região.
No entanto, este posicionamento surge num contexto delicado. A Rússia continua envolvida no conflito com a Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, e tem contado com o apoio iraniano, sobretudo no fornecimento de equipamento militar, incluindo drones.
Entretanto, do lado norte-americano, o vice-presidente JD Vance confirmou o fim das negociações com Teerão. Segundo afirmou, não houve entendimento porque o Irão recusou aceitar condições relacionadas com o desenvolvimento de armas nucleares, uma das principais exigências de Washington.
Assim sendo, Vance sublinhou que os Estados Unidos esperavam um compromisso claro por parte do Irão de que não pretende desenvolver nem adquirir meios para produzir rapidamente uma arma nuclear.
No entanto, a versão iraniana é diferente. A televisão estatal do país indicou que as conversações falharam devido ao que classificou como “exigências irracionais” por parte dos Estados Unidos. De acordo com a mesma fonte, a delegação iraniana esteve mais de 20 horas em negociações intensas, tentando defender os interesses nacionais, mas sem sucesso.
Desta feita, também o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou a postura de Washington, afirmando que os norte-americanos não conseguiram conquistar a confiança da delegação iraniana durante o processo negocial.






