A cerimónia de abertura contou com a presença de Sua Excelência Samia Suluhu Hassan, Presidente da República da Tanzânia, do Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, de Ministros dos países membros do África50 e de demais convidados.
Convidada para falar em torno do lema, Carla Loveira, Ministra das Finanças, disse que Moçambique possui um vasto potencial em energias renováveis e gás natural, representando uma das maiores oportunidades do país para acelerar a industrialização.
Segundo a Ministra, energia confiável e a preços competitivos podem abastecer nossas indústrias, apoiar a produção de bens de maior valor agregado e expandir as exportações, reduzindo, ao mesmo tempo, a intensidade de carbono na atividade econômica.
O gás natural e a energia hidrelétrica podem gerar eletricidade e catalisar o desenvolvimento da indústria petroquímica, da produção de fertilizantes, da metalurgia, do sector manufactureiro e de inúmeras outras actividades econômicas fundamentais para o crescimento sustentável. Afirmou a Ministra.
Para a titular das finanças, nos últimos anos, o país alcançou marcos significativos. O projeto Coral Sul FLNG, operado pela Eni e que representa um investimento estimado em 8 bilhões de dólares, colocou Moçambique no mapa global dos exportadores de GNL, fornecendo energia para mais de 20 países na Ásia e na Europa.
A nível nacional, o gás natural também está impulsionando uma transformação. Desde 2004, parte do gás produzido nos campos de Pande e Temane tem sido exportada para a África do Sul, enquanto outra parcela é destinada ao mercado interno, onde abastece actividades industriais e a geração de energia elétrica. Entre 2014 e 2018, foram colocadas em operação, em Moçambique, usinas termelétricas a gás com uma capacidade instalada combinada de 452 MW.
Prevê-se que a Usina Termelétrica de Temane, actualmente em construção, acrescente mais 450 MW em 2027, elevando a capacidade total de geração de energia a gás para aproximadamente 1 GW. Esse será um passo fundamental para fortalecer a capacidade nacional de geração de energia, apoiar a industrialização e consolidar o papel de Moçambique como exportador de energia.
No fim, reafirmou o compromisso em continuar a trabalhar com os países africanos, parceiros internacionais e o sector privado para construir um futuro energético sustentável, inclusivo e competitivo - um futuro que coloque os recursos naturais a serviço do desenvolvimento e da prosperidade de nossos povos.
Fonte: MEF






