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Tempestade Tropical GEZANI Poderá Afectar Mais De Um Milhão De Pessoas No Centro E Sul De Moçambique

Resumo

Autoridades em Moçambique mantêm alerta vermelho devido à tempestade tropical GEZANI, que poderá afetar mais de um milhão de pessoas nas províncias de Sofala, Gaza e Inhambane. O ministro das Obras Públicas alertou para impactos severos em infraestruturas sociais e riscos em bacias hidrográficas fragilizadas, após cheias recentes que já afetaram mais de 724 mil pessoas. GEZANI, com ventos de 75 km/h, pode evoluir para ciclone tropical, ameaçando escolas, unidades sanitárias, rede elétrica e subestações. As autoridades preveem chuvas intensas, cheias rápidas e instabilidade de solos, com seis bacias hidrográficas sob vigilância apertada. O país permanece em alerta máximo, com ênfase na prontidão das autoridades e na proteção das comunidades perante os riscos iminentes.

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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Autoridades mantêm alerta vermelho, antecipam impacto severo em infra-estruturas sociais e alertam para riscos acrescidos em bacias hidrográficas já fragilizadas.

Mais de um milhão de pessoas poderão ser afectadas pela passagem da tempestade tropical moderada GEZANI, cuja trajectória prevista aponta para impacto nas províncias de Sofala, Gaza e Inhambane, no centro e sul de Moçambique, a partir de quinta-feira, 12 de Fevereiro. A informação foi avançada pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, num contexto em que várias bacias hidrográficas permanecem em estado de alerta e o país continua sob Alerta Vermelho.

Risco elevado num território já fragilizado

Falando durante uma visita à Sala de Previsão e Monitoria Hidrológica, instalada no Centro Nacional Operativo de Emergência, na Base Aérea de Mavalane, em Maputo, o governante sublinhou que GEZANI surge num momento particularmente sensível, após as cheias de Janeiro que já provocaram 27 mortos e mais de 724 mil pessoas afectadas.

“O impacto poderá abranger mais de um milhão de pessoas que vivem nessa zona costeira e vai afectar ainda mais as nossas infra-estruturas, como escolas e hospitais”, advertiu Fernando Rafael, apelando à prontidão das autoridades locais e à vigilância permanente das comunidades.

Infra-estruturas sociais e económicas sob ameaça

Um documento técnico apresentado pelo director nacional de Gestão dos Recursos Hídricos, Agostinho Vilanculos, indica que GEZANI poderá afectar cerca de 13 mil escolas, 1.600 a 1.800 unidades sanitárias, aproximadamente 600 a 800 quilómetros da rede eléctrica, bem como pelo menos uma subestação, ampliando significativamente o impacto social e económico do evento.

As projecções reforçam o risco de interrupções no acesso a serviços essenciais, num contexto em que o sistema de saúde, educação e energia já se encontra sob pressão devido aos efeitos cumulativos da época chuvosa.

Sistema pode evoluir para ciclone

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta que GEZANI, formada na bacia sudoeste do Oceano Índico, poderá evoluir para ciclone tropical nas próximas horas. Até às 08h00 de segunda-feira, o sistema apresentava ventos médios de 75 km/h, com rajadas até 100 km/h, deslocando-se para sudoeste a uma velocidade de 15 km/h.

As projecções indicam que, ao atingir o Canal de Moçambique, o sistema poderá transportar ventos médios até 120 km/h, com rajadas de 140 km/h, acompanhadas de chuvas intensas, aumentando o risco de cheias rápidas, transbordo de rios e instabilidade de solos.

Bacias hidrográficas sob vigilância apertada

As autoridades alertam ainda para o risco de seis bacias hidrográficas nas províncias de Inhambane, Gaza e Sofala poderem transbordar, caso se registem precipitações superiores a 200 milímetros em 24 a 48 horas. Segundo Agostinho Vilanculos, um cenário desta magnitude poderá voltar a colocar cidades como Xai-Xai em situação crítica.

“Ainda não estamos numa situação de stress total, mas este é o cenário que se avança”, afirmou, defendendo prudência no regresso das famílias às suas residências e atenção permanente às informações oficiais.

Custos de reabilitação pressionam contas públicas

Para além do impacto humanitário, o Governo reconhece o peso económico crescente dos eventos climáticos extremos. Dados preliminares apontam para a necessidade de cerca de 600 milhões de dólares para a reabilitação de infra-estruturas destruídas pelas cheias e inundações recentes, incluindo escolas e hospitais, não estando ainda definidos os custos associados à recuperação de barragens estratégicas como Massingir e Macarretane.

Um risco sistémico em plena época ciclónica

Fevereiro corresponde ao pico da época chuvosa e ciclónica, iniciada em Outubro de 2025 e prevista prolongar-se até Abril. Desde o início da época, o país regista 201 mortos e mais de 852 mil pessoas afectadas, segundo dados do INGD, sublinhando o carácter cumulativo e sistémico do risco climático em Moçambique.

Num contexto de emergência prolongada, GEZANI surge como mais um teste à capacidade de resposta institucional, à resiliência das infra-estruturas e à sustentabilidade fiscal do Estado, reforçando a centralidade da gestão do risco climático na agenda económica nacional.

Fonte: O Económico

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