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TotalEnergies Aprofunda Presença na Namíbia e Consolida Controlo Operacional na Nova Fronteira Petrolífera Africana

Resumo

A TotalEnergies reforçou a sua posição no 'offshore' da Namíbia ao adquirir 42,5% da licença PEL 104, próxima das descobertas Mopane e Venus. Esta aquisição faz parte da estratégia de expansão da empresa numa das áreas exploratórias mais promissoras do mundo, visando o desenvolvimento de ativos de classe mundial. Com esta operação, a TotalEnergies consolida o controlo operacional e amplia o seu portefólio na Namíbia, criando sinergias que reduzem custos e aumentam a probabilidade de sucesso na monetização dos recursos. A empresa destaca a importância estratégica desta aquisição, que se enquadra na disciplina de portefólio e na aposta em ativos de grande escala e longa vida útil. A Namíbia tornou-se um centro de exploração petrolífera global, com várias empresas, incluindo a TotalEnergies, a registarem sucessos na região.

Aquisição de 42,5% da licença PEL 104, a norte das descobertas Mopane e Venus, reforça a estratégia de consolidação da petrolífera francesa num dos ‘hotspots’ exploratórios mais promissores do mundo.

A TotalEnergies reforçou de forma decisiva a sua posição no ‘offshore’ da Namíbia ao assinar acordos para a aquisição de 42,5% de participação operada na licença de exploração PEL 104, localizada na Bacia de Lüderitz, imediatamente a norte das megadescobertas Mopane e Venus. A operação, anunciada a 6 de Fevereiro, insere-se numa estratégia deliberada de expansão, consolidação e controlo operacional numa das mais relevantes novas fronteiras petrolíferas globais, combinando crescimento exploratório com preparação para o desenvolvimento de activos de classe mundial.

Uma expansão que vai além da exploração pontual

Segundo informação divulgada pela Reuters, a aquisição da PEL 104 representa mais do que um simples alargamento de portefólio: trata-se de uma aposta estratégica numa área adjacente às descobertas Mopane e Venus, ambas consideradas de escala gigante e potencialmente transformadoras para a economia namibiana.

Em comunicado oficial, a TotalEnergies sublinha que esta operação “reforça a posição da empresa na Namíbia” e complementa a aquisição, em Dezembro de 2025, de 40% de participação operada na licença PEL 83, onde se localiza a descoberta Mopane, resultado de uma permuta estratégica de activos com a Galp.

Com estes movimentos, a petrolífera francesa passa a deter um arco contínuo de licenças exploratórias e de desenvolvimento ao longo do ‘offshore’ namibiano, criando sinergias técnicas, logísticas e financeiras que reduzem custos e aumentam a probabilidade de monetização bem-sucedida dos recursos.

Consolidação de controlo e disciplina de portefólio

A lógica subjacente à estratégia da TotalEnergies assenta na consolidação de controlo operacional efectivo. Ao liderar os principais blocos — Venus, Mopane e agora PEL 104 — a empresa assegura coerência técnica nas decisões de desenvolvimento, gestão integrada de riscos e maior previsibilidade nos calendários de investimento.

“Enquanto avançamos para o desenvolvimento das descobertas Venus e Mopane, estamos muito satisfeitos por expandir o nosso portefólio e continuar a explorar os recursos prolíficos da Namíbia, de modo a desbloquear valor adicional que beneficiará o país e todos os ‘stakeholders’”, afirmou Nicolas Terraz, Presidente de Exploração & Produção da TotalEnergies, numa nota corporativa.

Esta abordagem reflecte igualmente uma disciplina de capital que tem caracterizado o grupo nos últimos anos, privilegiando activos de grande escala, elevada produtividade esperada e ciclos de vida longos.

Namíbia no centro do novo ciclo exploratório africano

A Namíbia emergiu rapidamente como um dos principais pólos de exploração petrolífera mundial, após uma série de descobertas relevantes na Bacia de Orange desde 2022. Empresas como Shell, BP, Galp e a própria TotalEnergies registaram sucessos exploratórios que alteraram de forma estrutural a percepção do potencial petrolífero do país.

De acordo com dados sectoriais citados pela Reuters, cerca de 11% de todo o petróleo e gás descoberto globalmente desde 2020 localiza-se ao longo da costa ocidental africana, com a Namíbia a concentrar uma parte significativa desse volume. Analistas indicam que, caso os projectos avancem conforme previsto, o país poderá integrar o grupo dos 15 maiores produtores mundiais de petróleo na próxima década.

Regresso da Petrobras e reforço da geopolítica energética sul-atlântica

A entrada da Petrobras como parceira paritária na PEL 104 reveste-se de significado estratégico adicional. O movimento marca o regresso da petrolífera brasileira à Namíbia e enquadra-se no seu Plano de Negócios 2026–2030, que privilegia a expansão em novas fronteiras exploratórias em África, aproveitando a similaridade geológica entre a margem atlântica africana e o ‘offshore’ brasileiro.

Para a Petrobras, África surge como a principal região de crescimento fora do Brasil, enquanto para a TotalEnergies a Namíbia representa uma oportunidade concreta de reposição de reservas, num contexto em que outros projectos africanos — incluindo em Moçambique e no Uganda — enfrentam constrangimentos financeiros, regulatórios e de segurança.

Desafios estruturais e expectativas de política pública

Apesar do entusiasmo exploratório, o desenvolvimento dos recursos namibianos não está isento de desafios. A ausência de infra-estruturas de apoio, a profundidade das águas, os custos elevados de desenvolvimento e a necessidade de um enquadramento fiscal competitivo colocam pressão adicional sobre as decisões finais de investimento.

Nesse contexto, o Governo da Namíbia tem sinalizado abertura para ajustes regulatórios, incentivos fiscais e soluções de financiamento que viabilizem a transição da exploração para a produção, procurando equilibrar atractividade para investidores com maximização do benefício nacional.

Uma leitura estratégica para a região

A consolidação da TotalEnergies na Namíbia reforça uma tendência mais ampla de reposicionamento das grandes petrolíferas internacionais fora do ‘shale’ norte-americano, à medida que este entra numa fase de maturidade. África Ocidental e Austral emergem, assim, como espaços centrais na próxima fase do ciclo petrolífero global.

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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Para países como Moçambique, este movimento oferece lições relevantes sobre timing regulatório, coordenação institucional e gestão estratégica dos recursos, num momento em que a competição regional por capital energético se intensifica.

Fonte: O Económico

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