Recentemente, o Estado investiu cerca de 410 milhões de dólares na reabilitação da Estrada Nacional Número Seis, espinha dorsal do Corredor da Beira, que liga o Porto da Beira ao Zimbabwe, Zâmbia, Malawi e Sul da República Democrática do Congo.
A mesma foi concessionada à Rede Viária de Moçambique, REVIMO, desde 2019, e a sua utilização implica o pagamento de três portagens entre a cidade da Beira e a fronteira de Machipanda.
Ainda assim, a via apresenta sinais de degradação acelerada, falta iluminação no troço dentro das cidades da Beira e Dondo e longas filas de carros que criam engarrafamento.
Os utentes entendem que a concessionária não está a cumprir as suas obrigações.
As associações empresariais não entendem porque o Estado não intervém para obrigar a concessionária a cumprir as suas obrigações.
Os automobilistas queixam-se igualmente de longos congestionamentos na portagem do Dondo, onde apenas uma das dez cancelas funciona regularmente, nas primeiras horas do dia.
Para os representantes das associações empresariais, a situação demonstra má gestão e negligência, defendendo que as portagens devem ser suspensas até que a REVIMO restabeleça as condições da empresa.
A nossa equipa de reportagem na Beira tentou várias vezes obter reacções da REVIMO, mas a empresa adiou sucessivas vezes e sob várias alegações a entrevista para esclarecer a intervenção para melhoramento da via, de tal forma que acabou por não acontecer.
Fonte: O País






