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Thursday, January 8, 2026
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Venezuela Fecha Acordo Com Washington Para Exportar Até 2 Mil Milhões USD Em Petróleo Para Os EUA

Resumo

Venezuela e EUA acordam exportação de crude venezuelano para os EUA, redireccionando fornecimentos da China. Acordo prevê entre 30 e 50 milhões de barris, com a Chevron como principal exportadora autorizada. Trump anuncia entendimento, destacando a coordenação do Departamento de Energia dos EUA. Acordo visa aliviar restrições às exportações venezuelanas, evitar cortes na produção e alterar equilíbrio geopolítico no comércio de petróleo. Chevron é a única empresa dos EUA autorizada a exportar crude venezuelano, mantendo fluxo estável de 100-150 mil barris/dia. Refinarias no Golfo do México preparadas para processar crude pesado venezuelano. Bloqueios anteriores pressionaram produção venezuelana, com risco de novos cortes.

Entendimento prevê redireccionamento de fornecimentos actualmente destinados à China, envolve entre 30 e 50 milhões de barris e reforça o papel da Chevron como principal canal autorizado de exportação

A Venezuela e os Estados Unidos alcançaram um acordo que permitirá a exportação de até 2 mil milhões de dólares norte-americanos em crude venezuelano para o mercado norte-americano, num movimento que poderá aliviar as restrições impostas às exportações de Caracas, travar novos cortes na produção e alterar o actual equilíbrio geopolítico no comércio internacional de petróleo.

Um Acordo Com Forte Peso Geopolítico

O entendimento foi anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou que o volume acordado poderá situar-se entre 30 e 50 milhões de barris, os quais serão vendidos a preços de mercado e encaminhados directamente para portos norte-americanos. Segundo Trump, a execução do acordo ficará sob coordenação do Departamento de Energia dos EUA.

O acordo assume particular relevância geopolítica ao prever o redireccionamento de fornecimentos originalmente destinados à China, país que, na última década, se consolidou como o principal destino do petróleo venezuelano, sobretudo após o reforço das sanções impostas por Washington a partir de 2020.

Chevron Mantém Controlo Dos Fluxos Para Os EUA

No actual quadro sancionatório, a Chevron permanece como a única empresa norte-americana autorizada a exportar crude venezuelano, operando através de joint ventures com a estatal PDVSA.

A petrolífera norte-americana tem vindo a exportar entre 100 mil e 150 mil barris por dia, assegurando um fluxo relativamente estável num contexto marcado por bloqueios logísticos e financeiros. As refinarias do Golfo do México, por sua vez, encontram-se tecnicamente adaptadas ao processamento de crude pesado venezuelano, o que reforça a viabilidade operacional do acordo.

Produção Sob Pressão E Risco De Novos Cortes

O bloqueio imposto em meados de Dezembro deixou milhões de barris retidos em navios e tanques de armazenamento, pressionando a capacidade operacional da PDVSA. Sem uma via alternativa de escoamento, a empresa seria forçada a proceder a novos cortes na produção, com impactos directos na já fragilizada economia venezuelana.

Neste contexto, o acordo com Washington surge como um instrumento de mitigação de risco, permitindo libertar crude acumulado e preservar níveis mínimos de produção, ainda que sem acesso directo e pleno às receitas, dadas as restrições financeiras em vigor.

Valor Do Acordo E Condições Comerciais

De acordo com dados avançados pela Reuters, o crude Merey — principal referência de exportação da Venezuela — tem sido comercializado com um desconto de cerca de 22 dólares por barril face ao Brent, o que posiciona o valor total do acordo em torno de 1,9 mil milhões de dólares, próximo do montante máximo anunciado.

Persistem, contudo, dúvidas sobre o acesso efectivo da Venezuela às receitas, uma vez que a PDVSA continua excluída do sistema financeiro internacional e impedida de realizar transacções em dólares norte-americanos.

Mercado Reage Com Queda Dos Preços

O anúncio teve impacto imediato nos mercados internacionais. Os preços do crude nos Estados Unidos recuaram mais de 1,5%, enquanto os diferenciais de crude pesado no Golfo do México registaram descidas, reflectindo a expectativa de um aumento da oferta.

Analistas consideram que um reforço sustentado das exportações venezuelanas poderá exercer pressão moderadora sobre os preços dos combustíveis nos EUA, ao mesmo tempo que cria uma margem de manobra económica limitada, mas relevante, para Caracas num contexto de sanções severas.

Fonte: O Económico

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