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Saturday, November 29, 2025
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Morte de palestinos na Cisjordânia aumenta preocupações sobre impunidade

Resumo

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou choque com o assassinato de dois homens palestinos em Jenin, na Cisjordânia, considerando-o uma "execução sumária" pela polícia de fronteira de Israel. A ONU destaca um aumento de mortes de palestinos por forças de segurança israelitas e ocupantes de assentamentos, sem responsabilização. Entre outubro de 2023 e novembro de 2025, 1.030 palestinos, incluindo 223 crianças, foram mortos na região. O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Turk, pede investigações independentes e responsabilização dos autores das violações, alertando para a continuidade da violência e operações letais sem escrutínio efetivo. A ONU exige investigações rápidas e eficazes, sublinhando a necessidade de mecanismos de investigação independentes do Governo de Israel.

Nesta sexta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos expressou choque com o assassinato de dois homens palestinos em Jenin, na Cisjordânia ocorrida na segunda-feira.

As mortes, registradas em vídeo por um canal de televisão, mostram o que a agência considera como “execução sumária” efetuada pela polícia de fronteira de Israel.

Ocupantes de assentamentos

O caso soma-se a um aumento contínuo de mortes de palestinos por forças de segurança de Tel Aviv e ocupantes de assentamentos, num contexto em que “raramente há responsabilização”, enfatiza o escritório da ONU.

Embora Israel tenha anunciado uma revisão interna do incidente, declarações de um alto responsável do governo “procuram isentar as forças de segurança, levantando dúvidas sobre a credibilidade de qualquer investigação que não seja totalmente independente”.

Os dados publicados revelam que entre 7 outubro 2023 e 27 novembro 2025, forças de segurança e ocupantes de assentamentos mataram 1.030 palestinos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. Entre as vítimas estavam 223 crianças.

O alto comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Volker Turk, alerta que a ausência de responsabilização pelo uso ilegal da força permite que a violência e as operações letais continuem sem escrutínio efetivo.

ONU exige investigações independentes

O apelo do chefe de Direitos Hmanos é que sejam realizadas investigações independentes, rápidas e eficazes sobre os assassinatos de palestinos, bem como à responsabilização plena dos autores das violações.

Para ele, a impunidade e a crescente violência devem terminar de imediato, sublinhando a necessidade de mecanismos de investigação eficazes e totalmente independentes do Governo de Israel.

Fonte: ONU

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