Por: Alfredo Júnior
A subida acentuada do caudal do rio Incomáti provocada pelas chuvas intensas dos últimos dias cortou a ligação rodoviária entre a vila de Marracuene e a península turística de Macaneta, deixando isoladas cerca de seis mil famílias e agravando os constrangimentos na mobilidade, circulação de bens e acesso a serviços básicos.
As águas transbordaram e submergiram completamente a estrada que serve de acesso entre as duas localidades, incluindo a portagem de Macaneta, tornando o percurso intransitável e deixando bairros como Macandza, Matsinhane, Hobjana e Machubo isolados do resto do distrito.
Moradores relataram que o corte da estrada interrompeu as suas rotinas diárias, afectando desde deslocações para trabalho e comércio até a compra de mantimentos e acesso aos serviços de saúde. Alguns tentam atravessar as zonas alagadas em embarcações improvisadas, uma solução perigosa que expõe pessoas a riscos desnecessários.
O presidente do Município de Marracuene, Shafi Sidat, deslocou-se às áreas mais afectadas por barco para acompanhar de perto a situação e orientar a resposta local, enquanto autoridades apelam à população para evitar a travessia de zonas inundadas, quer a pé, quer em veículos uma situação que representa um grave risco para a vida humana.
Além do impacto humano imediato, as cheias também danificaram infra-estruturas públicas e privadas, incluindo espaços turísticos em Macaneta, levantando preocupações sobre o impacto económico da situação numa zona que depende fortemente do turismo local.
As autoridades municipais garantem que continuam a monitorar a evolução do nível das águas e que equipas técnicas e maquinaria estão a ser mobilizadas para minimizar o sofrimento das famílias afectadas, embora admitam que a progressão das chuvas e o volume de água no rio continuam a dificultar a resposta.
Perante o agravamento das cheias, o Governo enfrenta um défice financeiro significativo no reforço das respostas às inundações em todo o país, estimado em cerca de 6,6 mil milhões de meticais, que abrange assistência humanitária mais ampla às populações afectadas.
Enquanto isso, as comunidades afectadas aguardam a normalização da circulação com incerteza sobre o tempo que ainda permanecerão isoladas, e as autoridades reforçam o apelo para que a população acompanhe apenas as informações oficiais e respeite as orientações de segurança em vigor.






