InícioCulturaMulheres da sociedade civil apresentam propostas de reformas no Diálogo Nacional Inclusivo

Mulheres da sociedade civil apresentam propostas de reformas no Diálogo Nacional Inclusivo

[ai_summary timestamp="10/03/2026 às 16:31" summary="Mulheres da sociedade civil de várias regiões de Moçambique apresentaram propostas de reformas no Diálogo Nacional Inclusivo, destacando a importância da inclusão da perspetiva de género nas decisões nacionais. As propostas abrangem os setores de recursos naturais, economia e políticas públicas, com ênfase na harmonização da legislação de igualdade de género com a regulação dos recursos naturais. Defendem indemnizações mais justas para comunidades afetadas, estudos de impacto ambiental com perspetiva de género e programas de formação em literacia financeira. Propõem a criação de centros de apoio empresarial para mulheres, linhas de crédito específicas e mecanismos de microfinanciamento adaptados. A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo reconheceu as contribuições, indicando que algumas propostas terão impacto imediato, enquanto outras requerem revisões legislativas ou políticas públicas. O processo de sistematização das propostas deve estar concluído até Março."]
Mulheres da sociedade civil de várias partes do País apresentaram propostas de reformas no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, com foco nos sectores de recursos naturais, economia e políticas públicas, defendendo maior inclusão da perspetiva de género nas decisões nacionais.

As vozes e experiências das mulheres estiveram no centro das contribuições apresentadas à Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo. Representantes da sociedade civil reuniram-se para elaborar um conjunto de propostas destinadas a promover mudanças estruturais em diferentes sectores do País.

No eixo dos recursos naturais, as participantes defenderam reformas legais que permitam harmonizar a legislação sobre igualdade de género com as leis que regulam o sector.

Entre as propostas está também a revisão das directrizes de cálculo de indemnizações para garantir compensações mais justas às comunidades afectadas por projectos de exploração de recursos.

As mulheres propõem ainda que o Governo assuma a responsabilidade pela elaboração de estudos de impacto ambiental, incluindo avaliações detalhadas sobre impactos sociais e de saúde, assegurando que a perspectiva de género seja integrada nesses processos.

O documento, entregue nesta quinta-feira ao presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional, inclui igualmente propostas para o fortalecimento do sector económico.

Entre as recomendações está a criação de programas nacionais de formação em literacia financeira e gestão de negócios, bem como a integração do empreendedorismo nos currículos escolares e universitários.

As participantes defendem também a criação de centros locais de apoio empresarial para impulsionar iniciativas lideradas por mulheres.

No que diz respeito ao acesso ao financiamento, as propostas incluem a criação de linhas de crédito específicas com taxas bonificadas sob coordenação do Banco de Moçambique, o estabelecimento de fundos de garantia e a promoção de mecanismos de microfinanciamento adaptados às necessidades das mulheres rurais e do sector informal.

A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo afirmou ter registado as contribuições apresentadas, destacando que algumas propostas podem ter impacto imediato, enquanto outras deverão produzir resultados a médio e longo prazo.

Segundo a comissão, parte das recomendações poderá resultar em reformas legislativas, exigindo a revisão de algumas normas existentes. Outras contribuições enquadram-se na formulação ou redefinição de políticas públicas, enquanto algumas têm um papel essencialmente educativo para a sociedade.

O calendário do Diálogo Nacional Inclusivo prevê que até Março seja concluído o processo de sistematização das propostas recolhidas durante a auscultação pública que decorre desde Setembro do ano passado.

Fonte: O País

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