Resumo
O ambiente de negócios em Moçambique deteriorou-se no primeiro trimestre de 2026, devido a cheias, dificuldades no acesso a divisas, problemas no abastecimento de combustíveis e incertezas económicas. A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) alertou para o aumento dos custos operacionais e a redução da capacidade de resposta das empresas. As condições climáticas adversas, a escassez de moeda estrangeira e a crise no abastecimento de combustíveis foram apontadas como principais desafios. A CTA defende reformas estruturais e medidas de apoio ao setor privado para melhorar o ambiente de negócios, visando impulsionar a recuperação económica, o investimento e a criação de emprego no país.
O ambiente de negócios em Moçambique registou uma deterioração significativa durante o primeiro trimestre de 2026, num contexto marcado por cheias, dificuldades no acesso a divisas, constrangimentos no abastecimento de combustíveis e persistentes incertezas económicas que continuam a afectar a actividade empresarial.
A avaliação foi avançada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que considera que a conjugação destes factores agravou os custos operacionais das empresas e reduziu a capacidade de resposta de vários sectores produtivos. A organização tem vindo a defender reformas estruturais e medidas de apoio ao sector privado para travar a degradação do ambiente de negócios no País.
Entre Janeiro e Março, Moçambique enfrentou condições climáticas adversas, com chuvas intensas e cheias que afectaram várias províncias, provocando danos em infra-estruturas, interrupções de vias de acesso e dificuldades logísticas para empresas e produtores. O próprio Governo reconheceu que o primeiro trimestre foi marcado por fortes pressões climáticas e pela necessidade de respostas de emergência em diversas regiões do País.
A situação foi agravada pelas limitações no acesso a moeda estrangeira, um problema que o sector privado tem apontado repetidamente como um dos principais entraves à importação de matérias-primas, equipamentos e outros insumos essenciais para a actividade económica. A CTA tem defendido maior coordenação entre o Governo, o sector financeiro e os parceiros internacionais para aliviar as restrições cambiais e restaurar a confiança dos investidores.
Outro factor de pressão foi a crise no abastecimento de combustíveis. Segundo documentos do sector privado, a forte dependência de importações de combustíveis deixa a economia nacional vulnerável a choques cambiais e logísticos, afectando directamente os custos de transporte, produção e distribuição de bens e serviços.
Especialistas e empresários alertam que a persistência destes constrangimentos poderá comprometer a recuperação económica, reduzir o ritmo de investimento e limitar a criação de emprego. Por isso, a CTA tem insistido na necessidade de acelerar reformas destinadas a simplificar procedimentos administrativos, melhorar a previsibilidade regulatória, reduzir custos de contexto e reforçar o diálogo público-privado.
Apesar dos desafios, o sector privado considera que ainda existem oportunidades para inverter a tendência, desde que sejam adoptadas medidas coordenadas para garantir maior estabilidade económica, melhorar o acesso a divisas, reforçar a resiliência das infra-estruturas e assegurar o fornecimento regular de combustíveis às empresas






