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Moçambique e UE reforçam parceria com foco em investimentos

Resumo

O Governo moçambicano e a União Europeia reafirmaram em Maputo o compromisso de aprofundar a cooperação política, económica e de segurança para atrair mais investimentos. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Lucas, realçou a importância do diálogo político e da confiança mútua na parceria, destacando o papel do Global Gateway para impulsionar a transformação económica do país. Por sua vez, a diretora-geral para África do Serviço Europeu para a Ação Externa, Patricia Lombart, descreveu Moçambique como um parceiro estratégico da UE e reiterou o compromisso europeu em fortalecer as relações bilaterais, com enfoque em áreas como segurança, energia e digitalização. Bruxelas pretende manter-se como um aliado estratégico de longo prazo, visando resultados positivos para ambas as populações.

Maputo, 17 Jun (AIM) – O Governo moçambicano e a União Europeia (UE) reafirmaram hoje em Maputo, durante a 4.ª Sessão do Diálogo de Parceria entre as duas partes, o compromisso de aprofundar a cooperação política, económica e de segurança, visando maior fluxo de investimentos.

Na abertura do encontro, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, destacou que a parceria entre Moçambique e a UE continua assente no diálogo político regular, na confiança mútua e na promoção do desenvolvimento.

“A sua presença neste diálogo de parceria reafirma as boas relações entre a República de Moçambique e a União Europeia. Diálogo franco e construtivo, na confiança mútua e também na estabilidade, paz, desenvolvimento e prosperidade”, afirmou.

Lucas sublinhou que Moçambique participa activamente nos mecanismos de concertação previstos nos acordos que regem as relações com a União Europeia, classificando o diálogo político como um instrumento importante para o aprofundamento da parceria.

A governante destacou igualmente o potencial da iniciativa Global Gateway para acelerar a transformação económica do país através da mobilização de investimentos em sectores estratégicos.
“Para Moçambique, o Global Gateway representa uma oportunidade estratégica para mobilizar investimentos em infra-estruturas, energia, corredores logísticos, conectividade digital, educação e capacitação de recursos humanos”, disse.

Segundo a ministra, o Executivo continua empenhado na implementação de reformas destinadas a melhorar o ambiente de negócios e estimular o investimento privado.

“O foco de Sua Excelência Presidente Daniel Chapo é criar boas condições para o sector privado. Estamos a trabalhar nesta questão das reformas e vamos ter a oportunidade de partilhar durante o nosso diálogo”, declarou.

Lucas enalteceu ainda o apoio prestado pela UE nos esforços de desenvolvimento, governação e inclusão social, bem como na área da paz e segurança.

“Este apoio tem sido relevante para os esforços de estabilização das áreas afectadas pelo terrorismo, para a protecção das populações e para a criação de condições favoráveis ao desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Por seu turno, a directora-geral para África do Serviço Europeu para a Acção Externa (EEAS), Patricia Lombart, reafirmou o compromisso europeu com o aprofundamento das relações bilaterais, descrevendo Moçambique como um parceiro estratégico para a União Europeia.

“Vemos Moçambique como um parceiro importante na África Austral e no continente. Estamos comprometidos em aprofundar a nossa cooperação em matérias políticas, económicas e de segurança”, declarou.

A responsável europeia considerou que as recentes visitas de alto nível entre as duas partes e a realização, na semana passada, do Fórum Empresarial Global Gateway, em Maputo, demonstram a vitalidade da cooperação existente.

“As visitas recentes e o sucesso do Global Gateway Business Forum são testemunho da vitalidade e do dinamismo da nossa parceria”, afirmou.

Lombart sublinhou que Bruxelas pretende manter-se como um parceiro de longo prazo para Moçambique, apoiando iniciativas orientadas para o crescimento económico, a estabilidade e a melhoria das condições de vida das populações.

“Nós, europeus, vemos o nosso relacionamento com Moçambique não como um doador, mas como um aliado estratégico”, disse, acrescentando que o objectivo é construir “uma parceria que produza resultados para a população de Moçambique, para a juventude e para as pessoas da Europa”.

A responsável europeia apontou a segurança, a energia, a digitalização e a assistência humanitária entre as áreas com potencial para o aprofundamento da cooperação entre Moçambique e a UE.

(AIM)
NL/pc

 

Fonte: aimnews

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