Resumo
O grupo de dança Mapiko representou Moçambique em Paris, França, durante as celebrações da Semana Africana da UNESCO e do Dia da Cultura da CPLP, promovendo a cultura moçambicana. Reconhecido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, o Mapiko é uma expressão cultural Makonde que combina dança, música, teatro, escultura e ritualidade, transmitindo conhecimentos e tradições. A participação em eventos internacionais destaca a importância do Mapiko para a preservação da identidade cultural e memória coletiva das comunidades Makonde. Esta presença reforça a promoção do património nacional, o diálogo intercultural e a projeção internacional da identidade moçambicana, demonstrando o compromisso do Estado moçambicano na valorização das expressões culturais como meio de aproximação entre povos.
O grupo de dança Mapiko representou Moçambique em Paris, França, durante as celebrações da Semana Africana da UNESCO e do Dia da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), numa iniciativa que reforça a presença da cultura moçambicana nos principais fóruns internacionais dedicados à diversidade cultural e ao património dos povos.
Promovida pelo Ministério da Educação e Cultura, a participação permitiu apresentar ao público internacional uma das mais emblemáticas expressões culturais do país, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade com Necessidade de Salvaguarda Urgente.
Perante representantes diplomáticos, especialistas em património, membros da comunidade lusófona e visitantes de diversas nacionalidades, os artistas moçambicanos exibiram uma tradição secular que continua a desempenhar um papel central na preservação da memória coletiva e da identidade cultural das comunidades Makonde, no norte de Moçambique.
Originário do planalto de Mueda, na província de Cabo Delgado, o Mapiko, ou Ingoma ya Mapiko, na designação tradicional Makonde, é uma manifestação cultural que combina dança, música, teatro, escultura e ritualidade. Conhecido pelas suas máscaras esculpidas em madeira e pela expressividade dos seus intérpretes, o Mapiko constitui um importante veículo de transmissão de conhecimentos, valores sociais e tradições entre gerações.
Praticado sobretudo nos distritos de Mueda, Nangade e Muidumbe, este património mantém uma profunda ligação às crenças, à organização comunitária e às cerimónias que simbolicamente unem o mundo dos vivos ao dos antepassados, preservando saberes ancestrais que continuam a marcar a identidade das comunidades que o cultivam.
O valor universal desta tradição foi reconhecido pela UNESCO a 5 de dezembro, durante a 18.ª Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, realizada em Kasane, no Botswana, quando os rituais e práticas associados ao Mapiko foram inscritos na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade com Necessidade de Salvaguarda Urgente.
Para Moçambique, a presença do Mapiko em eventos internacionais desta dimensão representa mais do que uma demonstração artística. Constitui uma oportunidade para promover o património nacional, reforçar o diálogo intercultural e afirmar a contribuição do país para a diversidade cultural mundial.
A participação em Paris evidencia igualmente a aposta do Estado moçambicano na valorização das expressões culturais como instrumento de aproximação entre povos e de projeção internacional da identidade nacional.


