Resumo
O Manchester United vive um momento de viragem histórica em 2026, com Michael Carrick a trazer estabilidade e resultados à equipa desde que assumiu o comando técnico em janeiro. Com cinco vitórias em seis jogos, incluindo triunfos sobre o Arsenal e o Manchester City, os red devils mostram-se competitivos e invictos na Premier League. Atualmente em quarto lugar, contrastando com épocas anteriores de menor sucesso, o clube busca regressar aos lugares cimeiros do campeonato. Com 20 títulos de campeão inglês, a última conquista em 2012-13, a equipa e os adeptos alimentam a esperança de um regresso glorioso, com Carrick a demonstrar que o conhecimento da cultura do clube pode ser a chave para o sucesso. O Manchester United parece estar a despertar, tornando-se novamente uma força temida e respeitada no futebol.
Durante anos, falar do Manchester United foi falar de instabilidade, promessas adiadas e de um gigante à procura da sua identidade perdida. Contudo, o início de 2026 pode muito bem marcar um ponto de viragem histórico em Old Trafford. A mudança no comando técnico, consumada a 13 de janeiro de 2026 com a entrada de Michael Carrick para o lugar do português Rúben Amorim, parece ter devolvido rumo, confiança e, acima de tudo, resultados a uma das maiores instituições do futebol mundial.
Os números são claros e difíceis de ignorar. Desde que Michael Carrick assumiu o comando técnico, o Manchester United realizou seis jogos em todas as competições, somando cinco vitórias e apenas um empate, um registo que confirma de forma inequívoca o impacto imediato do novo treinador na equipa. Alem disso, os red devils são a única equipa invicta da Premier League em 2026, um dado que por si só já merece destaque. Mais do que a invencibilidade, o que impressiona é a qualidade exibicional e a capacidade competitiva demonstrada frente a adversários de peso.
Na jornada 24, disputada a 1 de fevereiro, os red devils receberam e venceram o Fulham por 3-2, num jogo intenso e emotivo, resolvido com golos de Casemiro, Matheus Cunha e Benjamin Šeško. Uma vitória que confirmou o bom momento, mas que não surgiu do nada. Na jornada anterior, o United já tinha dado uma forte prova de vida ao vencer o Arsenal no Emirates Stadium por 2-3, num dos campos mais exigentes do campeonato.
Antes disso, na jornada 22, o renascimento ganhou contornos simbólicos com um triunfo por 2-0 frente ao Manchester City, no dérbi da cidade. Uma vitória que valeu mais do que três pontos: foi uma afirmação de autoridade e orgulho, ingredientes há muito em falta em Old Trafford. A série recente inclui ainda empates frente a Burnley (2-2), Leeds United (1-1) e Wolverhampton (1-1), bem como uma vitória sólida sobre o Newcastle por 1-0, na jornada 18.
Este conjunto de resultados colocou o Manchester United na quarta posição da Premier League, com 41 pontos. À sua frente surgem Arsenal, líder com 53 pontos, Manchester City com 47 e Aston Villa com 46. Um cenário que contrasta de forma gritante com as últimas épocas: 15.º lugar em 2024-25 e oitavo posto em 2023-24, classificações claramente abaixo da dimensão histórica do clube.
E é precisamente a história que torna este momento ainda mais relevante. O Manchester United soma 20 títulos de campeão inglês, os mesmos que o Liverpool, sendo ambas as equipas as mais tituladas da Premier League. A última conquista, porém, remonta já à temporada 2012-13, um hiato longo demais para um clube habituado a vencer.
A questão impõe-se: será esta a época em que o United regressa, pelo menos, aos lugares de pódio? A resposta ainda está em aberto, mas os sinais são encorajadores. A equipa parece mais organizada, mais solidária e, sobretudo, mais confiante. Michael Carrick, alguém que conhece profundamente a cultura do clube, poderá estar a provar que, por vezes, o caminho para o futuro passa por quem melhor entende o passado.
Ainda é cedo para falar em títulos, mas uma coisa parece certa: o Manchester United voltou a ser competitivo, respeitado e temido. E só isso já faz muitos adeptos acreditarem que o gigante adormecido de Manchester está, finalmente, a despertar.





