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Época Chuvosa 2025-26 em Moçambique: Mais de 75 mil Pessoas Abrigadas e Centenas de Milhares Afectados pelas Cheias

Resumo

A época chuvosa intensa de 2025-26 em Moçambique continua a causar graves consequências, com milhares de famílias deslocadas, infraestruturas danificadas e perdas humanas confirmadas. Mais de 75 mil pessoas estão abrigadas em 76 centros de acomodação devido às cheias provocadas pelas chuvas torrenciais, que afetam principalmente o sul do país. Desde janeiro, mais de 723 mil pessoas foram afetadas, com 23 mortes, 145 feridos e nove desaparecidos. Milhares de casas foram danificadas, estradas e infraestruturas essenciais foram afetadas, dificultando a entrega de ajuda humanitária. A crise climática agravou as vulnerabilidades existentes, afetando a agricultura e os meios de subsistência de milhares de famílias. A resposta à emergência envolve esforços do Governo moçambicano, da SADC e de países parceiros, que anunciaram assistência humanitária para suprir necessidades urgentes.

Por: Alfredo Júnior

A intensa época chuvosa de 2025-26 continua a causar graves consequências em várias regiões de Moçambique, com milhares de famílias deslocadas, infra-estruturas danificadas e perdas humanas confirmadas pelas autoridades.

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indica que, até 4 de Fevereiro de 2026, mais de 75 mil pessoas permanecem abrigadas em 76 centros de acomodação espalhados pelo país, resultado das cheias provocadas pelas chuvas torrenciais que castigam sobretudo o sul do território.

De acordo com a actualização mais recente, as inundações afectaram mais de 723 mil pessoas desde o início de Janeiro, com 23 mortes registadas nesse período, além de 145 feridos e nove desaparecidos.

Os dados oficiais apontam ainda para um impacto cada vez mais amplo da catástrofe: milhares de casas foram afectadas, com 3.555 casas parcialmente destruídas, 832 totalmente arruinadas e cerca de 165 mil inundadas, segundo o INGD.

As chuvas intensas têm causado danos significativos em estradas e infra-estruturas essenciais, dificultando o acesso a zonas isoladas e a entrega de ajuda humanitária. O preço de reabilitar as principais vias, como a Estrada Nacional N°1, foi estimado em centenas de milhões de dólares pelo Governo, face à extensão da destruição rodoviária.

Relatórios de agências internacionais também destacam que a crise climática agravou as vulnerabilidades existentes. Estudos recentes apontam que mais de 700 mil pessoas foram afectadas pelas inundações em várias províncias, com danos em casas, escolas, centros de saúde e na agricultura, e com impacto directo nos meios de subsistência de milhares de famílias.

A resposta à emergência envolve esforços do Governo moçambicano e da comunidade internacional. Organizações regionais como a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) destacaram a cooperação e o apoio técnico à avaliação dos danos e à resposta à crise.

Além disso, países parceiros anunciaram assistência humanitária para ajudar a colmatar necessidades urgentes de alimentos, saneamento e apoio médico às populações afectadas.

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