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Friday, February 6, 2026
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Ligação Sul e resto do país esteve interrompida esta quinta-feira

Resumo

A estrada Chissano-Chibuto, que liga o Sul ao resto do país, esteve cortada devido ao colapso causado pelo tráfego intenso. A Administração Nacional de Estradas trabalhou para resolver a situação, reabrindo a estrada ao final do dia. Ainda assim, pede aos condutores que sejam prudentes devido aos trabalhos em curso. A interrupção ocorreu após a descoberta de um vazio sob a estrada devido a inundações, levando à necessidade de reparação urgente para evitar acidentes. A reparação foi estimada em poucas horas, com a previsão de reabertura do tráfego no mesmo dia. A ANE alerta para possíveis interrupções noutras zonas e apela ao cumprimento das regras de tonelagem para evitar danos na estrada.

Esteve cortada, desde a manhã desta quinta-feira, a ligação Sul e o resto do país através da  estrada Chissano-Chibuto, que cedeu ao fluxo de viaturas  de elevada tonelagem. A Administração Nacional de Estradas esteve a trabalhar todo dia desta quinta-feira e conseguiu fechar as zonas que obrigaram à interrupção e reabriu a transitabilidade ao princípio da noite de ontem. Ainda assim, a Administração Nacional de Estradas apela a todos os automobilistas a pautarem pela prudência na condução e respeitar toda sinalização colocada ao longo da via, dada  a transitabilidade condicionada devido aos trabalhos que continuam no terreno.

Cerca de á 24 horas depois do O País ter reportado a queda de dois camiões na via Chissano-Chibuto, na província de Gaza, um troço importante que garantia a ligação entre o Sul e as restantes regiões do país, devido a intransitabilidade da EN1 na baixa de Xai-Xai, e que está a sofrer grande pressão por estas alturas, na manhã desta quinta-feira a mesma acordou plenamente intransitável.

O facto derivou de um vazio por baixo da base que tinha sido criado, numa zona que se encontrava oca durante o galgamento pelas águas das inundações, e que obrigou a uma infra-escavação, já que os solos foram removidos pela acção da água.

A confirmação foi feita por Jeremias Mazoio, delegado da Administração Nacional de Estradas em Gaza, que disse que a descoberta só foi possível depois de uma inspecção feita na via.

“Os solos foram removidos pela acção da água e como o pavimento aparentemente está bom, a base está boa, o asfalto está bom, são situações que não se detetam de imediato”, disse.

Depois que se detectou a situação, e antes que haja uma situação de ruptura, que pode acontecer durante a passagem de uma viatura e criar um desastre, o delegado da ANE disse que houve necessidade de se interromper momentaneamente o tráfego para permitir que o empreiteiro fizesse uma reparação naquele ponto. 

“A reparação consiste em demolir a base naquele local para poder preencher o espaço vazio constatado e voltar-se a colocar tudo ao mesmo nível e abrir-se ao tráfego. Esta é uma acção que vai levar poucas horas, o empreiteiro está a mobilizar a máquina para o local onde precisa fazer essa intervenção e assim que essa intervenção já tiver sido concluída, abre-se normalmente a circulação do tráfego”, esclareceu Jeremias Mazoio.

O delegado da ANE em Gaza destacou que as situações de interrupção poderão acontecer em outros locais que ainda não foram detectados, até que “é daí que se vai fazendo essa verificação ao longo dos dias para que caso as situações sejam verificadas, sejam rapidamente corrigidas”. 

Mazoio esclareceu que a previsão da execução dos trabalhos era de algumas horas, sendo que havia ainda previsão de reabertura do tráfego ainda ontem para que os carros fluem normalmente no trânsito.

Entretanto, sabe-se que há camiões de carga muito elevados que têm estado a circular na via, violando a recomendação da tonelagem estabelecida, ou seja, camiões com mais de 10 toneladas. 

Jeremias Mazoio esclarece que o excesso de peso é sempre uma preocupação para a Administração Nacional de Estradas e que a situação não aconteceu por causa do peso, mas sim devido a acção da água.

“Portanto é um vazio que não foi detectado de imediato, quase agora constatou-se que existe lá e tem de ser reparado. Então é uma situação que nós deveríamos verificar em outros pontos porque também pode estar a acontecer em outros locais. Aliás, esse é o exemplo do receio que temos vindo a dizer quanto à abertura da EN1 aqui neste ponto”, disse. 

Outrossim, Jeremias Mazoio destacou que há ainda troços da EN1 que estão submersas e com o sinal de estar a haver alguma infra-escavação, o que não permite abertura da via, uma vez que pode causar situações graves em caso de passagem de camiões, até porque a estrada ainda está submersa nas águas.

“Então é daí que continuamos a monitorar a EN1 até que a água desapareça por completo da estrada e havendo algum conforto quanto à integridade da estrada será anunciada a abertura ao tráfego”, disse Mazoio.

O delegado da ANE em Gaza disse que a intransitabilidade que se observa na N220, que liga Chissano a Chibuto, deve-se a questões técnicas que deverão ser intervencionadas. Em relação à EN1 na baixa da cidade de Xai-Xai, o trabalho continua a ser realizado e ainda não há data para a sua reabertura.

Fonte: O País

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