Resumo
Moçambique está a considerar aderir à Global Africa Investment Summit, uma iniciativa que visa atrair investimento internacional com base nos recursos energéticos, minerais, logísticos e agrícolas do país. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reuniu-se com o presidente da GAIS, Akinwumi Adesina, para discutir uma estratégia de desenvolvimento económico focada na valorização dos ativos nacionais. Esta abordagem pretende atrair investimento internacional através dos recursos do país, em vez de depender principalmente de endividamento externo. A GAIS procura ajudar os países africanos a identificar e valorizar os seus ativos económicos para atrair investidores globais. A visão de Chapo inclui tornar Moçambique num hub energético e logístico regional, destacando a importância dos recursos energéticos, logísticos, portos, minerais e agricultura para impulsionar o desenvolvimento económico nacional e regional.
O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se em Maputo com o presidente da Global Africa Investment Summit (GAIS), Akinwumi Adesina, num encontro centrado na definição de uma estratégia de desenvolvimento económico baseada na valorização dos activos nacionais. A iniciativa pretende reposicionar Moçambique na captação de investimento internacional, privilegiando a mobilização de capitais a partir dos recursos energéticos, minerais, logísticos e agrícolas do país, em vez de recorrer predominantemente ao endividamento externo.
Estratégia económica assente na valorização dos activos do país
O encontro realizado em Maputo entre o Presidente da República e o líder da Global Africa Investment Summit teve como principal foco a exploração de novos mecanismos de financiamento e mobilização de investimento baseados nos recursos estratégicos de Moçambique.
A iniciativa GAIS procura apoiar os países africanos na identificação e valorização dos seus activos económicos, transformando-os em instrumentos capazes de gerar fluxos de rendimento e atrair investimento internacional.
Segundo Akinwumi Adesina, a proposta representa uma mudança de paradigma na forma como os países africanos estruturam as suas estratégias de desenvolvimento económico. “A Global Africa Investment Summit representa uma nova forma de trabalhar, ajudando os países a identificar os activos de que dispõem e a transformá-los em fluxos de rendimento que possam atrair investidores globais.”
Visão presidencial centra-se em energia, logística e industrialização
Durante a audiência, o Presidente Daniel Chapo apresentou as prioridades estratégicas do Governo para impulsionar a transformação económica do país.
De acordo com Adesina, o Chefe do Estado moçambicano destacou a importância de valorizar os recursos energéticos, os corredores logísticos, os portos, os minerais e o potencial agrícola como motores estruturantes do desenvolvimento económico nacional.
“O Presidente partilhou comigo a sua visão para a transformação económica do país. O seu enfoque incide nos activos de Moçambique, nomeadamente nos recursos energéticos, nos corredores de desenvolvimento, nos portos, nos minerais e metais que pretende desenvolver, bem como na agricultura”, afirmou o responsável da GAIS.
Moçambique ambiciona tornar-se hub energético e logístico regional
A visão estratégica apresentada pelo Presidente da República inclui também um posicionamento mais assertivo de Moçambique no contexto regional.
Segundo Adesina, Daniel Chapo manifestou a ambição de transformar o país num importante hub energético e de transporte para a região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), reforçando o papel dos corredores logísticos e das infra-estruturas portuárias no apoio à integração económica regional.
“Falou também da sua ambição de fazer de Moçambique não apenas um hub energético para a SADC, mas também um hub de transporte que contribua para apoiar a região, particularmente no domínio da integração económica”, referiu.
Investimento baseado em activos pode reduzir dependência da dívida
Um dos objectivos centrais da abordagem proposta pela Global Africa Investment Summit consiste em reduzir a dependência dos países africanos em relação ao financiamento baseado em dívida.
A estratégia procura incentivar modelos de financiamento que partam da valorização dos recursos e activos económicos existentes, criando instrumentos capazes de mobilizar capital internacional.
“Isso permitirá que Moçambique se desenvolva não com base na dívida, mas utilizando o capital associado aos activos que possui. O país dispõe de muitos activos. Estamos aqui para apoiar Moçambique na identificação e valorização desses activos”, afirmou Adesina.
A eventual adesão de Moçambique à Global Africa Investment Summit poderá representar um passo relevante na redefinição da estratégia de financiamento do desenvolvimento económico do país. Ao privilegiar a mobilização de investimento com base nos seus activos estratégicos — energia, recursos minerais, logística e agricultura — o país procura reforçar a sustentabilidade do crescimento económico e consolidar o seu posicionamento como um actor relevante no processo de integração económica regional.
Fonte: O Económico






