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Chuvas Agudizam Inundações no Sul de Moçambique e Afectam Mais de 500 Famílias

Resumo

As intensas chuvas nas últimas 24 horas no sul de Moçambique agravaram as inundações em Gaza e Inhambane, afetando mais de 500 famílias. Em Inhambane, 800 pessoas foram afetadas, com habitações inundadas e culturas destruídas. Em Gaza, 518 casas foram inundadas, escolas danificadas e 2.732 hectares de culturas perdidos. O Governo mobilizou equipas para ajudar as populações afetadas e apelou à precaução. A época chuvosa iniciada em outubro de 2025 já causou 258 mortes, 331 feridos e 12 desaparecidos, afetando mais de 869.000 pessoas em todo o país. O Governo planeia reforçar a resiliência climática com medidas como o mapeamento de zonas de risco e a construção de infraestruturas para melhorar a gestão hídrica e reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos.

As chuvas intensas registadas nas últimas 24 horas no sul de Moçambique estão a agravar o quadro de inundações em várias zonas baixas das províncias de Gaza e Inhambane, afectando directamente mais de 500 famílias e provocando danos consideráveis em habitações, infra-estruturas e áreas agrícolas.

A informação foi avançada pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante a sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República, indicando que as autoridades estão a acompanhar de perto a evolução da situação e a mobilizar equipas multissectoriais para prestar assistência às populações afectadas.

Na província de Inhambane, cerca de 800 pessoas foram afectadas, tendo sido inundadas 71 habitações e destruídos aproximadamente 306 hectares de culturas, o que agrava a vulnerabilidade económica das comunidades rurais dependentes da agricultura de subsistência.

Além disso, 560 famílias encontram-se actualmente isoladas no distrito de Inharrime, devido à submersão de pontes e à intransitabilidade de algumas vias de acesso, dificultando a circulação de pessoas, bens e serviços essenciais.

Em Gaza, particularmente no distrito de Mandlakazi, as chuvas provocaram a inundação de 518 habitações, bem como danos em infra-estruturas públicas, incluindo escolas e o Centro de Saúde de Chizavane. A precipitação intensa provocou ainda a perda de cerca de 2.732 hectares de culturas, um impacto significativo para a produção agrícola local.

Na mesma província, vários postos administrativos — entre os quais Nalazi, Chivongoene, Mubangoene, Massangena e Chigubo — encontram-se isolados, numa situação que evidencia a fragilidade das infra-estruturas de mobilidade e drenagem em zonas frequentemente afectadas por eventos climáticos extremos.

Face ao agravamento do cenário, o Governo anunciou que já mobilizou equipas técnicas e humanitárias para apoiar as populações, realizar avaliações de danos e assegurar a prestação de assistência às comunidades afectadas.

A Primeira-Ministra apelou igualmente à população que reside em zonas propensas a cheias — sobretudo nas planícies e bacias hidrográficas — para que siga rigorosamente as orientações das autoridades competentes, de forma a reduzir o risco de perdas humanas e materiais.

Paralelamente, as autoridades sanitárias reforçam campanhas de pulverização e tratamento de água, numa tentativa de prevenir surtos de doenças endémicas frequentemente associadas a inundações.

De acordo com dados apresentados pelo Executivo, a época chuvosa e ciclónica iniciada em Outubro de 2025 já provocou 258 mortes, 331 feridos e 12 desaparecidos, afectando 869.031 pessoas em todo o país, um indicador da crescente vulnerabilidade climática de Moçambique.

Perante este cenário recorrente, o Governo pretende reforçar as estratégias de resiliência climática, apostando na expansão do sistema de aviso prévio, no mapeamento das zonas de risco e no reassentamento de populações que vivem em áreas vulneráveis.

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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Entre as medidas estruturais previstas constam também a reabilitação e construção de barragens, represas, diques e sistemas de drenagem, com o objectivo de melhorar a gestão dos recursos hídricos e reduzir os impactos socioeconómicos provocados por eventos climáticos extremos.

Fonte: O Económico

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