Resumo
O Governo de Moçambique decidiu liquidar totalmente a sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), pagando cerca de 514 milhões de Direitos de Saque Especiais, equivalente a aproximadamente 700 milhões de dólares, até março de 2026, tornando-se o único entre 85 países devedores a não ter dívida ativa com o FMI. Este gesto é visto como um sinal de compromisso com a disciplina financeira e capacidade de cumprimento antecipado de obrigações, essenciais para a avaliação do risco soberano. Apesar dos benefícios externos, a decisão levanta preocupações internas devido às pressões económicas e sociais existentes, como atrasos salariais e elevado endividamento interno. A liquidação antecipada altera significativamente a gestão da dívida, levantando a questão do custo de oportunidade em financiar outras necessidades internas. Este movimento destaca o dilema entre reforçar a credibilidade externa e satisfazer as necessidades internas de financiamento e estabilização económica, crucial para países como Moçambique que dependem de apoio multilateral.
Fonte: O Económico






