Milhares de pessoas vibraram na sexta-feira no Estádio Algarve ao som do 'rapper' Kanye West, que cantou no topo de um globo no relvado de um recinto praticamente cheio, desta vez sem mensagens polémicas.
O espetáculo arrancou com 45 minutos de atraso relativamente à hora de início prevista e, durante duas horas, Kanye, que agora se apresenta como Ye, cantou músicas dos seus vários álbuns, uma das quais na companhia da sua filha, North West.
Um público maioritariamente jovem acompanhou o artista de forma efusiva, cantando os refrões, num concerto que contou com uma forte componente visual, entre efeitos de luz e fogo de artifício, num globo terrestre que girava sem parar.
Kannye West atuou no Estádio Algarve, em Loulé, no âmbito de uma nova digressão internacional com o álbum "Bully", tendo cantado temas como "American Boy", "I can't wait", "Stronger" ou "Gold digger".
Este foi o terceiro concerto do 'rapper' norte-americano em Portugal, depois de se ter estreado em 2006, no Cool Jazz Fest (Oeiras), e de ter regressado em 2011, ao festival Sudoeste (Zambujeira do Mar).
Kanye West, que, segundo a promotora, se tornou "uma figura incontornável da música global, responsável por redefinir os limites do hip hop, da produção musical e da própria cultura pop", editou em março passado o álbum "Bully", 12.º de estúdio.
O músico lançou o primeiro álbum, "The College Dropout", em 2004, seguindo-se "Late Registration" (2005), "Graduation" (2007), ou "My Beatiful Dark Twisted Fantasy" (2011), que venceu Grammy de Melhor Álbum Rap.
Em 2019, depois de ter mudado o nome artístico para Ye, Kanye West editou o álbum de gospel "Jesus is King".
O artista proferiu, ao longo dos últimos anos, várias afirmações de teor antissemita, teorias da conspiração sobre a comunidade judaica e declarações de apologia ao nazismo.
Estas afirmações resultaram na suspensão das suas redes sociais, no cancelamento de contratos com marcas globais como a Adidas e até na proibição de entrar em determinados países.
Fonte: TVI






