Treinador do FC Porto compara as qualidades de André Silva e Deniz Gül e rebate críticas de que os dragões são uma equipa previsível:
«É natural que haja coisas para melhorar ao longo de uma temporada. Esta manhã reunimos com a equipa, numa espécie de pontapé de saída na nova época. Temos de estar atentos, porque o mercado é um tema e, de alguma forma, é natural que se tente gerar pressão extra, algumas vezes pelos media, noutras pela social media. Lembro-me de, a meio de novembro (do ano passado), quando perdemos o nosso primeiro jogo contra o Nottingham Fortest, ter lido alguns artigos que nos descreviam como uma equipa catastrófica, que não foi capaz de jogar e que, a certa altura, iria colapsar. Uma equipa que tinha muitos problemas, etc, etc, etc… Sobre esta discussão de sermos previsíveis, acho que há, de certo modo, uma intenção de não se focar coisas que, para nós, são muito importantes. Conseguir uma temporada como a que fizemos, com 28 vitórias em 34 jogos, não acontece por acaso. É preciso ter consistência, capacidade de superar momentos difíceis, algumas vezes não sendo perfeitos, mas continuando a acreditar no que fazemos. É o que exijo aos jogadores e todos nós. Agora, concordo que existe mais do que uma coisa a melhorar, temos muito trabalho para fazer.»
«São dois jogadores diferentes. O André é um jogador mais maduro, com muita experiência. Foi formado aqui, fez uma carreira fantástica em clubes grandes e decidiu voltar a casa. Ganhou, há uns dias, o primeiro troféu com a camisola do FC Porto. Chegou com grande humildade, colocou-se ao serviço da equipa. É um jogador muito curioso sobre tudo o que fazemos. Quer continuar a aprender para ajudar a equipa, o que é fantástico. É um jogador muito móvel, que tem uma presença forte na área e que é importante nas ações defensivas ao colocar pressão alta no adversário. O Deniz ainda não sabe muito bem quão bom pode vir a ser. É muito potente e rápido, tecnicamente dotado. Tem de encontrar consistência e melhorar na forma como está ligado ao jogo e contribui para a equipa. Mas o seu potencial é imenso. Gosta de trabalhar e de evoluir. Desde que o Samu se lesionou, na última época, ele mostrou que é capaz de assumir a responsabilidade e foi uma das nossas figuras para ganharmos a Liga. Agora depende dele voltar a ficar em condições de poder ajudar a equipa.»
Fonte: TVI






