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Thursday, February 5, 2026
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Actividade Empresarial Estagna no Início de 2026 – PMI

Resumo

O Purchasing Managers’ Index (PMI) do Standard Bank Moçambique fixou-se em 50,0 pontos em Janeiro de 2026, indicando uma estagnação das condições empresariais no sector privado, com desaceleração face a Dezembro. O enfraquecimento do crescimento das encomendas, expectativas empresariais mais contidas e os efeitos adversos das chuvas intensas contribuíram para este cenário. A economia do sector privado perde dinamismo em 2026, com a produção a crescer marginalmente, evidenciando uma actividade empresarial praticamente estagnada. Embora as novas encomendas tenham aumentado ligeiramente, o crescimento foi o mais fraco dos últimos meses. O emprego cresceu pelo oitavo mês consecutivo, mas com menor intensidade, refletindo a cautela das empresas perante perspectivas de curto prazo enfraquecidas. Os custos de produção aumentaram, com inflação dos insumos a acelerar para níveis elevados.

O Purchasing Managers’ Index (PMI) do Standard Bank Moçambique fixou-se em 50,0 pontos em Janeiro de 2026, corrigido de sazonalidade, indicando uma estagnação das condições empresariais no sector privado. O resultado representa uma desaceleração face aos 50,9 pontos registados em Dezembro, reflectindo o enfraquecimento do crescimento das encomendas, expectativas empresariais mais contidas e os efeitos adversos das chuvas intensas que marcaram o arranque do ano.

A recuperação perde fôlego após o último trimestre de 2025

Depois de um desempenho mais favorável no último trimestre de 2025, a economia do sector privado entrou em 2026 com sinais de perda de dinamismo. Embora a produção tenha crescido pelo sétimo mês consecutivo, o ritmo de expansão foi apenas marginal, o mais fraco desta sequência, evidenciando uma actividade empresarial praticamente estagnada.

O inquérito revela que várias empresas continuaram a receber novas encomendas, mas o crescimento global das vendas foi travado por carteiras de encomendas mais fracas noutras áreas e por relatos persistentes de escassez de divisas, factor que continua a condicionar o normal funcionamento de vários segmentos da economia.

Novas encomendas crescem, mas ao ritmo mais fraco dos últimos meses

Os volumes de novas encomendas registaram apenas um ligeiro aumento em Janeiro, o mais modesto dos últimos quatro meses. Ainda assim, esse crescimento foi suficiente para sustentar a expansão da actividade de aquisição de insumos, que se encontra na sua fase mais longa de crescimento desde meados de 2022.

Paralelamente, os prazos de entrega dos fornecedores continuaram a diminuir, assinalando uma melhoria significativa no desempenho das cadeias de abastecimento. A taxa de melhoria atingiu o valor mais elevado dos últimos 23 meses, sugerindo uma ausência de pressões logísticas relevantes, mesmo num contexto de perturbações climáticas.

Emprego cresce pelo oitavo mês, mas com menor intensidade

O mercado de trabalho manteve uma trajectória positiva, com as empresas a aumentarem os níveis de emprego pelo oitavo mês consecutivo. Contudo, o ritmo de criação de postos de trabalho abrandou ligeiramente face ao pico observado em Dezembro, reflectindo a maior cautela das empresas perante o enfraquecimento das perspectivas de curto prazo.

Este comportamento está em linha com a evolução das expectativas empresariais, que recuaram para o nível mais baixo dos últimos 14 meses, sinalizando uma deterioração do sentimento quanto à actividade futura.

Pressões inflacionistas ressurgem nos custos de produção

Do lado dos preços, o inquérito aponta para um aumento significativo dos custos de aquisição, com a inflação dos insumos a acelerar para um dos níveis mais elevados em quase três anos. As empresas referiram aumentos nos preços praticados pelos fornecedores, impulsionados sobretudo pela procura.

Os custos com pessoal continuaram igualmente a subir, ainda que de forma moderada, enquanto os preços de venda registaram o aumento mais acentuado desde Setembro de 2022, numa tentativa de repercutir os encargos crescentes. O sector da construção destacou-se como excepção, com reduções nos custos e nos preços cobrados aos clientes.

Chuvas, expectativas e crescimento económico sob pressão

Comentando os resultados, o economista-chefe do banco, Fáusio Mussá, sublinhou que a descida do PMI para o nível neutro “sugere uma pausa temporária na recuperação da economia do sector privado”, fortemente condicionada pelas chuvas intensas e inundações registadas em Janeiro.

O economista alertou igualmente para a deterioração das expectativas empresariais, com o subíndice de actividade futura a atingir o nível mais baixo desde Novembro de 2024, sinalizando um ambiente de maior prudência por parte das empresas.

Gás natural pode apoiar a retoma, mas com impacto diferido

Segundo Fáusio Mussá, o relançamento do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Área 1, em Afungi, liderado pela TotalEnergies, poderá apoiar a recuperação do crescimento económico, embora os seus efeitos sobre o fisco e a disponibilidade de divisas demorem a materializar-se, com a produção prevista apenas para 2029.

No plano macroeconómico, o Standard Bank mantém uma previsão de crescimento do PIB de 1,1% em 2026, acima dos 0,7% estimados para 2025, mas ainda reflectindo uma recuperação lenta e desigual.

Inflação e câmbio: estabilidade com riscos temporários

O banco prevê que a inflação homóloga feche 2026 em 4,6%, subindo para 5,6% em 2027, após o mínimo de 3,2% em 2025. As chuvas poderão pressionar temporariamente os preços dos alimentos — que representam cerca de um terço do cabaz do IPC — mas a expectativa é de regresso a níveis de um dígito à medida que a produção agrícola se normalize.

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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">No mercado cambial, o Standard Bank antecipa a manutenção do status quo, com estabilidade do metical face ao dólar, sustentada por uma procura agregada moderada e ausência de choques externos significativos no curto prazo.

Fonte: O Económico

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