InícioNacionalPolíticaCem organizações reforçam apelo para o fim do terrorismo em Cabo Delgado

Cem organizações reforçam apelo para o fim do terrorismo em Cabo Delgado

Resumo

116 organizações da sociedade civil e ativistas sociais, incluindo a FDC, Fundação Nunisa, APROCOSO, Kutenga, Ecoinclusão, Fundação E35 Reggio Emilia e Associação Nthuge Biz, pediram ao Executivo a implementação de estratégias rápidas para acabar com a violência armada no norte de Moçambique. Alertaram que o terrorismo é a principal causa da deterioração dos direitos das crianças em Cabo Delgado, com dados da UNICEF de 2025 a mostrar uma realidade preocupante nos distritos de Palma, Mocímboa da Praia, Nangade e Muidumbe. A situação revela altos níveis de pobreza, desnutrição, abandono escolar, falta de documentação, casamentos precoces e associação de crianças a forças armadas. As organizações pedem ações urgentes para proteger estas crianças afetadas.

Pelo menos 116 organizações da sociedade civil e activistas sociais, entre as quais a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Fundação Nunisa, APROCOSO, Kutenga, Organização para Sustentabilidade e Inclusão Social (Ecoinclusão), Fundação E35 Reggio Emilia e a Associação Nthuge Biz, recomendaram ao Executivo a definição e implementação de estratégias céleres que garantam o fim da violência armada que afecta a região norte do país.
O posicionamento foi tornado público hoje, na cidade de Pemba, onde as organizações alertaram que o terrorismo constitui actualmente a principal causa da deterioração dos direitos da criança na província de Cabo Delgado.
Durante a conferência de imprensa, foram apresentados dados partilhados pela UNICEF referentes a 2025, que revelam um cenário preocupante nos distritos de Palma, Mocímboa da Praia, Nangade e Muidumbe.
Segundo os números divulgados: 83,7 por cento das crianças vivem abaixo da linha de pobreza; 46 por cento sofrem de desnutrição crónica; 60 por cento das crianças entre 12 e 14 anos estão fora da escola; 1.824 menores não possuem documentos de identificação; enquanto 1.109 vivem em uniões prematuras; 814 encontram-se desacompanhadas. Regista-se ainda um número significativo de crianças associadas a forças armadas.
As organizações consideram que estes dados traduzem “vidas interrompidas, infâncias destruídas e sonhos desfeitos”, sublinhando que a violência contra menores não apenas persiste, como se intensifica em áreas mais afectadas pelo conflito armado.
As organizações apelam igualmente à criação de mecanismos céleres de registo de nascimento e à isenção de taxas para matrícula e documentação das crianças afectadas.

 

Fonte: Jornal Noticias

 

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