A informação é do relatório Fatos e Números sobre Produtos Florestais Globais 2024, em tradução livre. A publicação foi apresentada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO.
Comércio de produtos de madeira
O estudo indica que o comércio internacional de produtos de madeira e papel recuperou dinamismo. Houve um crescimento moderado registado na maioria dos principais grupos de produtos, após a queda significativa observada no ano anterior.
Já as exportações globais de produtos de madeira e papel aumentaram em US$ 7 bilhões, ou 1,4%, atingindo US$ 486 bilhões em 2024. O valor superou todos os níveis registados antes de 2021.

As exportações de produtos florestais não lenhosos também cresceram, alcançando 25 mil milhões de dólares, sublinhando a importância económica crescente do setor florestal.
O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, afirmou que “as florestas sustentam milhões de meios de subsistência em todo o mundo, e este número tende a aumentar à medida que as florestas oferecem mais oportunidades económicas numa gama crescente de indústrias, incluindo a produção sustentável de madeira.”
Categorias de produtos à base de madeira
As exportações globais de produtos de madeira e papel aumentaram em US$ 7 bilhões, ou 1,4%, atingindo US$ 486 bilhões em 2024, superando todos os níveis registados antes de 2021.
As exportações de produtos florestais não lenhosos também cresceram, alcançando US$ 25 bilhões, sublinhando a importância económica crescente do setor florestal.
Segundo o Diretor-Geral da FAO, QU Dongyu, as florestas “sustentam milhões de meios de subsistência em todo o mundo, e este número tende a aumentar à medida que as florestas oferecem mais oportunidades económicas numa gama crescente de indústrias, incluindo a produção sustentável de madeira”.
Os resultados de 2024 refletem uma recuperação gradual do mercado em várias regiões, apoiada pelo aumento da produção na maioria dos principais grupos de produtos.
Madeira industrial em tora
Os ganhos variaram em torno de 2% para a madeira industrial em tora, os pellets de madeira e a pasta de madeira, e entre 4% e 5% para painéis à base de madeira, papel e cartão.

As remoções de madeira industrial em tora, o volume total de madeira colhida para usos que não a produção de energia, aumentaram 2%, atingindo 1,96 bilhões de metros cúbicos em 2024.
Apesar do aumento da produção, o comércio global deste produto diminuiu 1%, para 96 milhões de metros cúbicos.
Madeira serrada
A produção global de madeira serrada manteve-se praticamente estável, embora com variações regionais.
O resultado na América do Norte foi 2% mais baixo, mas manteve-se estável na Europa e na Ásia-Pacífico, e subiu 2% na América Latina e Caribe.
O comércio internacional de madeira serrada não registou variação global face a 2023.
Painéis à base de madeira
Os painéis à base de madeira consolidaram a recuperação iniciada em 2023, crescendo pelo segundo ano consecutivo.
A produção global aumentou 5%, para 393 milhões de metros cúbicos, com um crescimento registado nas cinco regiões.
O comércio internacional de painéis cresceu ainda mais rapidamente, subindo 6%, para 90 milhões de metros cúbicos.
Pasta de madeira e papel recuperado
A produção de pasta de madeira aumentou 3%, alcançando 189 milhões de toneladas, enquanto o comércio internacional cresceu 2%, atingindo um máximo histórico de 73 milhões de toneladas.

Grande parte da oferta adicional teve origem na China e na América do Sul, em particular no Brasil, Chile e Uruguai.
O consumo global de papel recuperado também aumentou ligeiramente, com um crescimento de 1%, para 243 milhões de toneladas.
Paletes de madeira
Após uma ligeira queda em 2023, a produção global de granulados de madeira regressou a 48 milhões de toneladas em 2024, igualando o nível de 2022.
Quase dois terços da produção, ou 31 milhões de toneladas, entraram no comércio internacional.
A Europa e a América do Norte mantiveram-se como as principais regiões produtoras, representando 47% e 28% da produção global, respetivamente, enquanto a região da Ásia-Pacífico aumentou a sua quota para 22%.
Em termos de consumo, a Europa representou 70% do total, enquanto a Ásia-Pacífico respondeu por 28%.
Fonte: ONU






