Resumo
Conselho de Segurança da ONU reúne-se em sessão de emergência para debater a escalada do conflito no Líbano entre Israel e Hezbollah, que já provocou quase 700 mil deslocados, incluindo 200 mil crianças. Após ataques entre Israel, Estados Unidos e Irão, a ONU alerta para o aumento dos preços dos combustíveis e risco de fome. Conflito intensifica-se com disparo de projéteis pelo Hezbollah contra Israel em resposta a ataques ao Irão. O Conselho de Segurança analisa se são necessárias medidas adicionais após a intensificação do conflito. Forças de Israel atacam várias zonas do Líbano, incluindo Beirute, e ONU pede moderação. Mandato da Unifil, a Força Interina da ONU no Líbano, foi estendido até ao final do ano.
A guerra que eclodiu no Oriente Médio, há 11 dias, levou a quase 700 mil deslocamentos forçados incluindo 200 mil crianças.
Disparada preço dos combustíveis
O conflito se intensificou após os ataques de Israel e Estados Unidos, em 28 de fevereiro, contra o Irã e a reação do Irã contra-atacando Israel e vários países do Golfo Pérsico.
A ONU alerta para a disparada no preço dos combustíveis e o risco do aumento de fome e sofrimento.
O Líbano já estava sofrendo as consequências dos combates entre Hezbollah e Israel, há duas décadas.
O Escritório de Assistência Humanitária da ONU informa que no sábado, 7 de março, mais de 40 pessoas foram mortas numa única operação das forças israelenses na cidade de Nabi Sheet, no leste do Líbano, onde dezenas de pessoas ficaram feridas.
Hostilidades entre Israel e Hezbollah
O encontro de emergência no Conselho de Segurança já estava previsto para março com o objetivo de analisar o relatório do secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre a implementação da resolução 1701 do órgão sobre o Líbano.
O texto adotado em 2006 solicitar o fim das hostilidades entre Israel e Hezbollah.
Neste encontro de emergência, será debatido se o Conselho precisa pedir medidas adicionais após a intensificação do conflito, nas últimas semanas.
Segundo agências de notícias, um dia após os ataques ao Irã, o Hezbollah disparou projéteis contra Israel alegando que a ação era uma resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei.
Mandato da Unifil
Em resposta, as forças de Israel atacaram várias partes do Líbano incluindo a capital Beirute e o Vale do Becá.
A ONU pediu moderação e calma e disse que “nenhum argumento justifica colocar em risco a estabilidade e o futuro do país”.
No final de agosto, o Conselho de Segurança adotou uma resolução estendendo o mandato da Unifil, a Força Interina da ONU no Líbano, até o fim deste ano. A ordem é de retirada dos boinas-azuis do país árabe até meados de 2027.
Fonte: ONU






