InícioEconomiaEMPRESÁRIO CARLOS JOAQUIM, EM ENTREVISTA: A economia da Zambézia está de rastos!

EMPRESÁRIO CARLOS JOAQUIM, EM ENTREVISTA: A economia da Zambézia está de rastos!

Resumo

Empresas na província da Zambézia estão a enfrentar dificuldades devido a dívidas do Estado, carga fiscal elevada, falta de acesso a crédito e corrupção. O presidente do Conselho Empresarial da Zambézia, Carlos Joaquim, alertou para o impacto negativo destes problemas no ambiente de negócios, levando ao despedimento de trabalhadores e ao empobrecimento. Joaquim criticou a corrupção que impede o aproveitamento dos recursos naturais da região e apontou falhas no setor bancário, defendendo que os bancos devem contribuir para o desenvolvimento. Além disso, mencionou a situação precária da infraestrutura viária, do Porto de Quelimane e a falta de apoio a projetos económicos estruturantes na região. O sector privado na Zambézia enfrenta assim um cenário preocupante, com empresas a encerrar e trabalhadores a serem despedidos, agravando a pobreza na região.

         MARIANO MUCUEIA

AS poucas empresas que operam em vários domínios da economia na província da Zambézia estão a sucumbir, uma por uma, devido a vários factores, entre os quais, as dívidas acumuladas e não pagas pelo Estado, elevada carga fiscal, inacessibilidade do crédito, e corrupção nos concursos públicos. Esta afirmação foi feita há dias numa entrevista concedida pelo presidente do Conselho Empresarial da Zambézia (CEPZ), Carlos Joaquim. Na conversa referiu que todos estes factos minam o ambiente de negócios, degradam o tecido empresarial e aumentam a pobreza, tendo em conta o despedimento de trabalhadores, que as empresas não consequem mantê-los.

Carlos Joaquim disse ainda que a província da Zambézia tem imensos recursos naturais, nomeadamente, condições agro-ecológica para uma agricultura verdadeiramente empresarial, minerais, pescado, turismo e outros, mas a corrupção estraga tudo, visto que as elites políticas e empresários estrangeiros abocanham todas as oportunidades. Não poupou crítica ao sector bancário, que na sua opinião, funciona como agiota. Para ele, os bancos não se podem focar exclusivamente no lucro. Devem financiar o desenvolvimento.

Na entrevista abordou também a situação da rede viária, o estado moribundo do Porto de Quelimane, o esquecimento, pelo governo central, do Corredor de Desenvolvimento da Zambézia (CODIZA), Zona Franca de Macuse e o respectivo Porto de Àguas Profundas, entre outros projectos estruturantes da economia desenhados na Zambézia, que nunca saíram do papel. Deseguida passamos parte da entrevsita que Carlos Joaquim(CJ) concedeu ao Notícias(Not).

Not- Como está a saúde do sector privado na Zambézia?C.J– O ambiente de negócios é muito mau; as empresas estão a fechar as portas e a despedir trabalhadores, o que agudiza a pobreza e miséria para milhares de famílias.

 

Fonte: Jornal Noticias

 

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