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Governo ainda avalia custos de reconstrução após cheias

Resumo

O Governo moçambicano ainda não definiu o valor final do pacote de reconstrução das infraestruturas afetadas pelas cheias e inundações, que causaram mais de 230 mortes. O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salimo Valá, indicou que as avaliações dos danos estão em curso, em colaboração com parceiros internacionais. As equipas técnicas estão a avaliar os prejuízos em vários setores, como agricultura, comércio, indústria e serviços públicos, incluindo impactos em abastecimento de água, escolas, unidades sanitárias e bens das famílias afetadas. O plano de reconstrução deverá abranger recuperação de estradas, pontes, infraestruturas sociais e sistemas de abastecimento de água. O ministro tranquilizou sobre a cooperação com o FMI e o Banco Mundial, destacando a continuidade da colaboração para apoio económico e desenvolvimento.

O Governo moçambicano ainda não tem um valor final definido para o pacote de reconstrução das infraestruturas destruídas pelas cheias e inundações que atingiram o país no início do ano e provocaram mais de 230 mortes.

A informação foi avançada pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salimo Valá, que explicou que o Executivo continua a realizar avaliações detalhadas dos danos causados pelas intempéries.

Segundo o governante, as autoridades estão a trabalhar com parceiros internacionais na elaboração de um plano global de reconstrução pós-cheias e ciclones, mas os dados ainda não estão totalmente consolidados.

De acordo com Valá, as equipas técnicas continuam no terreno a avaliar os prejuízos em vários sectores, incluindo agricultura, comércio, indústria, infraestruturas rodoviárias e serviços públicos.

As análises também abrangem os impactos em sistemas de abastecimento de água, escolas, unidades sanitárias e bens das famílias afectadas.

“Estamos ainda a fazer o apuramento com rigor. Em momento oportuno o Governo irá apresentar o balanço global e o custo total da reconstrução”, afirmou Valá.

O plano em elaboração deverá incluir cinco pilares prioritários, entre os quais: recuperação e assistência às populações afectadas, alojamento temporário e alimentação para famílias deslocadas, reabilitação de estradas e pontes, recuperação de infraestruturas sociais como escolas e unidades de saúde e restauração dos sistemas de abastecimento de água e outras infraestruturas essenciais.

Questionado sobre alegadas divergências entre o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial no apoio económico ao país, o ministro afirmou que não há motivos para alarme.

Segundo Valá, o Governo continua a trabalhar com o FMI em questões relacionadas com a gestão da dívida e outras exigências macroeconómicas, esperando alcançar um desfecho positivo nas negociações.

Em relação ao Banco Mundial, o governante explicou que a cooperação continua, com novos pacotes de financiamento voltados principalmente para projectos de desenvolvimento.

O ministro falava na cidade de Maputo, à margem do lançamento de um projecto de reconstrução da província de Cabo Delgado, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento.

Fonte: O País

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