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Thursday, February 5, 2026
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Governo Atrai Investimento pelo Canal ‘Gás Natural’

Resumo

Na Cimeira Global de Governos em Dubai, a Primeira-Ministra de Moçambique realçou o papel estratégico do gás natural no crescimento económico do país, destacando a importância da logística, minerais críticos e turismo na diversificação da economia. O Governo moçambicano apresentou o gás natural como essencial para posicionar o país na energia sustentável e atrair investimento global. Benvinda Levi sublinhou o potencial do setor de hidrocarbonetos como oportunidade para investidores internacionais, mencionando a presença de grandes operadores como ExxonMobil, TotalEnergies e Eni nos projetos de gás. Além disso, realçou a relevância dos minerais críticos, como o grafite, na transição energética global, reforçando a posição de Moçambique como fornecedor importante nesse mercado competitivo. A Primeira-Ministra também destacou a saída de Moçambique da lista cinzenta do GAFI como um sinal positivo de credibilidade institucional.

Na Cimeira Global de Governos, em Dubai, a Primeira-Ministra destacou o gás natural como activo estratégico para o crescimento económico, sublinhando a retoma do investimento, a relevância da logística, dos minerais críticos e do turismo na diversificação da economia.

O gás natural voltou a assumir centralidade na estratégia económica de Moçambique, ao ser apresentado pelo Governo como um activo estruturante para posicionar o país no mapa da energia sustentável e atrair investimento global. A mensagem foi transmitida pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante a sua intervenção na Cimeira Global de Governos, em Dubai, num painel dedicado ao futuro do investimento sob a perspectiva africana.

Gás natural como âncora da estratégia energética

Na sua intervenção, Benvinda Levi sublinhou que o sector de hidrocarbonetos representa uma oportunidade estratégica para investidores internacionais e um dos pilares do crescimento económico nacional. O gás natural moçambicano foi descrito como um recurso limpo, de elevada qualidade e com forte atractividade para os mercados globais, num contexto em que a transição energética exige soluções de menor intensidade carbónica.

A Primeira-Ministra reconheceu que a exploração do gás enfrentou constrangimentos nos últimos anos, associados à instabilidade no Norte do país, mas assegurou que a situação se encontra actualmente controlada, permitindo a retoma e consolidação dos investimentos estruturantes.

Retoma do investimento e confiança dos grandes operadores

Segundo a governante, os desafios de segurança que condicionaram a exploração de gás foram progressivamente mitigados, abrindo caminho à continuidade dos investimentos de grandes operadores internacionais. Entre as empresas envolvidas nos projectos de gás natural em Moçambique, destacou a presença de grupos globais como a ExxonMobil, a TotalEnergies e a Eni, sinalizando a confiança do capital internacional no potencial energético do país.

Esta retoma surge como elemento central do discurso governamental sobre previsibilidade, estabilidade e atractividade do ambiente de investimento.

Minerais críticos reforçam posição na transição energética

Para além do gás, a Primeira-Ministra destacou o potencial mineiro de Moçambique, sublinhando a recente inauguração de uma das maiores fábricas de grafite do mundo. O grafite foi apresentado como um mineral estratégico no contexto da transição energética global, dada a sua utilização em baterias, armazenamento de energia e tecnologias associadas à mobilidade eléctrica.

Este enquadramento reforça a narrativa de Moçambique como fornecedor relevante de recursos críticos num mercado global cada vez mais competitivo.

Governação económica e credibilidade institucional

No domínio da governação económica, Benvinda Levi apontou como sinal positivo a saída de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI). A Primeira-Ministra reconheceu que a permanência nessa lista constitui um entrave significativo ao investimento, sublinhando que está em curso uma estratégia para evitar o regresso a esse estatuto.

A referência à credibilidade financeira e ao reforço do quadro institucional surge alinhada com o esforço de reposicionamento do país junto dos investidores internacionais.

Logística e corredores como vantagem competitiva regional

As infra-estruturas e a logística foram igualmente destacadas como pilares do desenvolvimento económico. A governante afirmou que Moçambique se afirma como um verdadeiro polo logístico regional, com países do interior a utilizarem os portos, estradas e linhas férreas nacionais para o comércio externo.

Neste contexto, destacou os corredores de desenvolvimento de Maputo, Beira e Nacala como infra-estruturas estratégicas não apenas para a economia nacional, mas para toda a região da África Austral.

Turismo e agricultura na diversificação económica

A diversificação da economia foi outro eixo central da intervenção. O turismo foi apontado como sector prioritário, com destaque para a extensa costa moçambicana e para a definição de Inhambane como principal polo turístico do país, comparável a destinos de referência no Índico, como Zanzibar, Seicheles ou Maurícias.

A agricultura foi igualmente apresentada como sector essencial para o desenvolvimento inclusivo, dado o seu peso na subsistência da maioria da população e o elevado potencial de crescimento através de investimento e parcerias público-privadas.

Moçambique no radar do investimento africano

A participação de Moçambique na Cimeira Global de Governos, lado a lado com líderes africanos e instituições multilaterais, reforça o esforço do Executivo em projectar uma imagem de país estável, dotado de recursos estratégicos e com uma agenda económica orientada para o investimento sustentável.

Ao posicionar o gás natural como âncora da sua estratégia energética e económica, o Governo procura consolidar o lugar de Moçambique no debate global sobre energia, desenvolvimento e transição sustentável.

Fonte: O Económico

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